Com o Dia das Crianças batendo à porta, já se inicia a procura pelo melhor presente para a garotada. Para quem está na dúvida de como presentear os pequenos, especialistas indicam jogos que facilitam a comunicação e a socialização, como os de tabuleiro e as cartas.
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Entre os itens infantis, é possível encontrar diversas opções de jogos e brinquedos que proporcionam o desenvolvimento de habilidades motoras, cognitivas e a capacidade de concentração.
Já os eletrônicos precisam de atenção especial para a faixa etária e tempo de exposição.
A neuropsicopedagoga Geovana Mascarenhas observa que o mercado tem se adaptado a uma demanda cada vez mais crescente. Se antes, jogos de cartas e tabuleiros eram fabricados priorizando as crianças mais velhas, agora, as marcas já investem em versões para as idades menores.
“Para as crianças mais novas, há um investimento maior nos recursos visuais, como as imagens e as cores. Elas são importantes para o desenvolvimento cognitivo”, pontuou Geovana.
Os jogos eletrônicos, muitas vezes considerados vilões no desenvolvimento das crianças, podem ser grandes aliados, desde que utilizados com moderação e supervisão.
Os pais e responsáveis precisam estar atentos ao tempo de exposição à tela. “Até os dois anos de idade, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que a criança não seja exposta às telas porque ela está em processo de expansão cognitiva”, explica.
Dos quatro aos 10 anos, o tempo adequado de exposição a telas, por dia, é de 20 a 30 minutos. A partir dos 10 anos, o máximo é de 1h por dia, recomenda a especialista.
A psicóloga Márcia Amorim explica que o ato de brincar promove a socialização, fundamental para o crescimento dos pequenos.
“Na hora de brincar, o ideal é que as crianças brinquem com outras crianças. Juntas, elas desenvolvem habilidades sociais, como a negociação, a comunicação e até a empatia”, destacou.
A neuropsicopedagoga Mônica Guidoni comenta que, ao entrar em contato com o outro, a criança elabora aprendizados para a vida. “Cada brinquedo tem uma função social. Cabe ao mediador, seja o pai, responsável ou até mesmo outra criança, mostrar como funcionam as regras e os objetivos daquele jogo”, explicou.
O que elas dizem:
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“Brincando, as crianças desenvolvem habilidades individuais e também de socialização”
Márcia Amorim, psicóloga
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“Os jogos apresentam regras e objetivos que as crianças aprendem e levam para a vida”
Mônica Guidoni, neuropsicopedagoga
AS SUGESTÕES:
Tabuleiros
Um dos brinquedos mais antigos, ele é utilizado até em consultórios infantis. Trabalha a flexibilidade cognitiva: no jogo, é preciso pensar na sua jogada e também na do seu adversário. Idade: a partir dos 3 anos.
Musicais
Trabalham a concentração e a atenção (principalmente auditiva), além da percepção sensorial dos sons. Não requer idade mínima e é considerado o princípio para a aprendizagem de um instrumento musical.
Livros
Exploram a imaginação e a linguagem, que é o primeiro ponto de avaliação da aprendizagem de uma criança. A quantidade de texto deve acompanhar o processo de alfabetização, sempre intercalada com imagens.
Eletrônicos
Nem vilões, nem mocinhos, os jogos eletrônicos estimulam as habilidades cognitivas. Atenção ao tempo de tela: moderação é a palavra-chave! De 4 a 10 anos: 20 a 30 minutos por dia. A partir dos 10 anos: máximo de 1 hora por dia.
Cartas
Assim como os jogos de tabuleiro, o estímulo à interação social é muito estimulado. Ao conversar com o adversário, o jogo favorece a comunicação funcional, ou seja, com um objetivo específico. Idade: a partir de 3 anos.
Quebra-cabeça
Um dos jogos que mais estimulam o raciocínio lógico. Também desenvolve funções cognitivas relacionadas à memorização. O número de peças acompanha a idade da criança. Há jogos disponíveis no mercado para o público a partir de 2 anos.
Esportivos
Responsáveis por estimular a coordenação motora, os brinquedos esportivos vão desde os mais simples, como bolas e cestas, até os mais elaborados (skate, patins e bicicleta). Atenção aos acessórios de proteção!
Imaginativos
Com foco na criatividade, eles reproduzem a rotina da criança de forma lúdica. Casinhas de boneca e pistas de corrida são alguns exemplos de simulação das atividades diárias, como cozinhar e andar de carro.
Artísticos
Massinhas de modelar, lápis de cor e tintas são exemplos dos itens que exploram a criatividade. A grandes marcas já fabricam produtos sem substâncias tóxicas e que não mancham as roupas.