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Polícia

Justiça manda soltar suspeito de ordenar assassinatos de Bruno e Dom

A decisão revogando a prisão preventiva foi expedida na última quinta-feira (6)

O jornalista Dom Phillips (à esquerda) e Bruno Pereira, indigenista (à direita)

Última atualização

A Justiça Federal do Amazonas concedeu liberdade provisória ao colombiano Rubens Villar Coelho, conhecido como Colômbia, suspeito de ter ordenado os assassinatos do indigenista Bruno Araújo e do jornalista Dom Philips, em junho.

A decisão revogando a prisão preventiva foi expedida na última quinta-feira (6). Colômbia, como é conhecido, é investigado pela Polícia Federal por supostamente comandar a rede de pesca ilegal existente na região do Vale do Javari, na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

Ele foi preso por uso de documento falso em julho e, desde então, encontrava-se sob custódia. Em depoimento à PF, o estrangeiro negou qualquer participação no crime.

 













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Os investigadores também trabalham com a hipótese de que Villar ordenou o assassinato de Bruno após o indigenista e o jornalista britânico terem fotografado barcos utilizados na atividade de pesca ilegal na região.

Bruno e Dom desapareceram em 5 de junho, após serem vistos em um barco. Na última vez que foram vistos, eles pararam na comunidade de São Rafael, às 6h, onde tinham uma reunião marcada com o líder pescador Manoel Vitor Sabino da Costa, conhecido como Churrasco.

Dali, eles seguiram seu caminho pelo Rio Itaquaí. A dupla deveria ter chegado a Atalaia do Norte duas horas depois, mas desapareceu.

Segundo as investigações, eles foram interceptados por Amarildo da Costa Oliveira, o Pelado. De acordo com a denúncia do MPF, Bruno foi baleado pelas costas.

Dom, por sua vez, foi morto para evitar que os assassinos fossem denunciados às autoridades. Os envolvidos no crime então esquartejaram, queimaram e enterraram os corpos para impedir que fossem encontrados -o que só ocorreria em 15 de junho.

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