O pai do menino Jorge Teixeira da Silva, 2 anos e 8 meses, morto após sofrer torturas e estupro, se negou a fornecer material genético que pode confirmar sua participação no crime. O DNA serviria para comparação com as amostras de sêmen encontradas pela perícia na roupa do menino.
De acordo com o delegado Alan Moreno, titular do Departamento Especializado de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), o acusado tem direito de se recusar a realizar o exame. A Polícia Civil, por meio de nota, disse que agora “será preciso avaliar as possibilidades legais” para solucionar a questão.
A polícia informou ainda que dois parentes foram convidados a oferecer esse material e teriam aceitado ajudar.
Os vestígios de sangue e sêmen foram recolhidos de uma peça de roupa que estava dentro da residência onde a criança morava. Entretanto, segundo Alan Moreno, isso não quer dizer, necessariamente, que o menino estivesse usando a vestimenta no dia de sua morte.
A criança morreu na madrugada do dia 5 de julho, no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha. O corpo tinha sinais de violência sexual. A mãe e o pai são acusados pelo crime e estão presos preventivamente.
Relembre o caso
O menino Jorge Teixeira, de apenas 2 anos e 8 meses, morreu no último dia 5, e estava com sinais de violência sexual. Os pais da criança foram presos e autuados pelos crimes de estupro de vulnerável com resultado tortura e morte.
De acordo com a Polícia Civil, a criança morreu, na madrugada de terça-feira (5), no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em decorrência de uma suposta pneumonia, mas que haveria nítidos sinais de abuso sexual.
Ele foi internado, na última sexta-feira (1º), com um quadro gripal e diarreia. Os médicos investigavam uma possível pneumonia, mas ele foi liberado e voltou a ser internado nesta terça-feira (5), quando o menino acabou não resistindo a uma parada cardíaca.
Aos policiais, inclusive, os trabalhadores do hospital relataram desconfiança com o comportamento dos pais, que teriam demonstrado “perceptível indiferença com a morte do filho”.
Enquanto aguardavam o término da autópsia, os policiais foram informados pelo médico legista que a criança tinha sido mesmo vítima de um estupro e que a causa de sua morte não estava relacionada com a pneumonia ou qualquer problema respiratório.
Na verdade, ele foi vítima de choque séptico causado por violência sexual, que deixou lesões internas no corpo. Além destes, o médico também encontrou ferimentos no rosto, região do peito, nas costas, braço esquerdo e coxa esquerda, que podem ter sido feitos por cigarro.
O menino também tinha uma mancha roxa de cinco centímetros na cabeça.
Após receberem todas as informações, a polícia conduziu o casal para prestar depoimento. No entanto, durante o procedimento, o pai e a mãe afirmaram não saber que teria acontecido com o filho entre a noite do dia 3 de julho e o dia 4, tendo apresentado versões vagas e “imprecisas”.