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"OLHO PREGUIÇOSO"

Doença da visão afeta o aprendizado, diz oftamologista

O “olho preguiçoso” pode desviar a atenção da criança, causando dificuldades para ler, escrever e praticar esportes

A médica Marcela Barreira conta que a doença afeta coordenação motora.

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A atenção dos pais com a aprendizagem dos filhos está redobrada com a pandemia. As famílias, porém, se esquecem de algo essencial para o bom desempenho escolar: a saúde ocular das crianças. Doenças como a ambliopia, ou “olho preguiçoso”, dificultam o aprendizado dos pequenos.

A ambliopia é uma condição que prejudica a visão e se desenvolve na primeira infância. A condição causa diminuição da visão por conta de problemas no desenvolvimento visual, explica o médico oftalmologista Arthur Mesquita. 

“Se há algo que impede de um olho ou dos dois olhos enxergarem, como altos graus, o olho fica ‘preguiçoso’ e ocorre a diminuição da visão. A condição pode surgir desde o nascimento, com o glaucoma congênito, a catarata congênita ou o olho com altíssimo grau”.

O sistema visual participa na forma como as informações são processadas e, portanto, problemas de visão podem afetar o aprendizado, principalmente para as crianças, analisa a oftalmopediatra especialista em estrabismo, Marcela Barreira.

 “A ambliopia não tratada, principalmente causada pelo estrabismo, pode desviar a atenção da criança no momento de aprendizado, além de afetar a coordenação motora. Pode haver mais dificuldade para  ler, escrever e praticar esportes, por exemplo”.

Um estudo publicado no periódico americano Investigative Opthalmology & Visual Science constatou que a ambliopia pode prejudicar o desenvolvimento de áreas cerebrais responsáveis pela atenção e outras funções.

O médico oftalmologista Arthur Mesquita alerta que o tratamento tardio pode deixar o “olho preguiçoso” para sempre. Segundo o especialista, depois de sete anos de idade, o tratamento pode ser mais complexo e a condição pode se tornar irreversível. 

“Crianças de zero a dois anos precisam de consultas oftalmológicas semestralmente. Acima desta idade, o ideal é que as visitas sejam anuais”.

Essa doença não tem sinais evidentes, como o estrabismo, e, geralmente, a condição é diagnosticada em consultas oftalmológicas de rotina, explicam ambos os médicos. 

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