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“Tem gente, tem oportunidade de venda”. A frase é de José Roberto Ramalhete, de 37 anos. Ele é morador do Condomínio Mar Mediterrâneo, em Praia das Gaivotas, Vila Velha.
Os moradores do condomínio criaram um grupo de WhatsApp no qual anunciam os produtos que estão vendendo. “Vendo granola, mix de grãos e barrinhas proteicas e agora me tornei corretor de imóveis e anuncio os imóveis no grupo. Tem pessoas, eu anuncio”.
Ramalhete explicou que é uma grande oportunidade porque no condomínio há muitos moradores e consequentemente no grupo há muitos clientes em potencial. “Você está próximo do cliente, não precisa de entregador. Também não precisa de ponto comercial”.
Por lá há um morador que tem um mercadinho no próprio apartamento. “Tem coisas que eu deixo de comprar na rua para comprar aqui. O mercado dele é igual a supermercado. Ele avisa quando sua encomenda está a caminho. Bate na sua porta e te entrega tudo”, elogiou.
A síndica profissional e diretora administrativa da M&M Gestão Condominial, Juliana Monteiro, explicou que a criação desse grupo de WhatsApp é comum em diversos condomínios. Ela, inclusive, faz parte do grupo do condomínio onde mora.
“Às vezes, o morador vai trocar de sofá e anuncia lá o móvel usado. É um grupo só de anúncio, não tem nada de aviso do condomínio”, diferenciou.
Ela revelou que tem de tudo, desde opções de casa de praia para alugar, até uniforme escolar usado para comprar. “Essa relação aproxima os moradores e ajuda financeiramente também, tanto quem vende quanto quem compra”.
Quem faz trabalhos manuais também pode encontrar nos vizinhos potenciais compradores. “Para comprar uma lembrancinha, por exemplo, não precisar sair na rua, pode comprar no próprio condomínio”, ressaltou.
O presidente do Sindicato Patronal de Condomínios e Empresas de Administração de Condomínios no Estado (Sipces), Gedeias Freire, afirmou que vê com bons olhos essas iniciativas.
Ele destacou que também está ficando mais comum no Estado a presença dos mercados inteligentes nos condomínios.
“Não deixa de ser venda de produtos”, lembrou. Tratam-se de mercados autônomos, em que não há presença de vendedores. Os moradores entram, fazem suas compras, pagam com o cartão e levam os produtos.