A vítima, identificada como Luana Cristina Carneiro de Melo, tinha 25 anos e foi encontrada deitada na cama após ser sufocada no apartamento que alugava em Buenos Aires, na Argentina, em 2018.
Segundo informações da agência argentina Télam, o crime foi solucionado após o suspeito confessar que entrou no imóvel para roubar o celular de Luana. Ele disse que matou a jovem para que ela não o entregasse.
Iver Uruchi Condori, de nacionalidade boliviana, foi condenado pelo crime de homicídio em concorrência com o crime de furto, disseram à Télam fontes ligadas ao caso.
A sentença de prisão perpétua foi determinada por três juízes do Tribunal Oral e Criminal. Com a decisão, Condori vai continuar detido no Complexo Penitenciário Federal II Marcos Paz, do Serviço Penitenciário Federal.
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O advogado da família que acompanhou todo o processo na Argentina, Macos Tosato, explicou que o boliviano Iver Uruchi Condori vai cumprir a pena inicialmente no país, mas que depois os advogados dele podem pedir a transferência para a Bolívia.
O g1 não conseguiu o nome do advogado que defende Uruchi Condori na Justiça. Por isso, não foi possível pedir nota de defesa até a última atualização desta reportagem.
Inicialmente, a polícia argentina apontou que Luana Carneiro morreu de causas naturais. Mas dois meses depois, uma perita levantou a suspeita de homicídio e o caso começou a ser investigado.
O advogado da família explicou que a polícia descobriu que o boliviano invadiu o apartamento de Luana para roubar o celular dela, um notebook e uma quantia em dinheiro. A jovem foi enforcada com as mãos até a morte, segundo Tosato.
O criminoso roubou o telefone da Luana. Esse IPhone foi ativado dois meses após o crime por um irmão do Iver. Ele não soube explicar isso. Quando tentou, não deu certo. Os médicos forenses foram determinantes. Não era uma morte natural, mesmo que assim se penssase no início da investigação”, explicou Tosato.
O boliviano trabalhava para a dona do apartamento que Luana alugava. Segundo Tosato, o jovem até assinou o livro de entrada do prédio no dia em que a goiana foi morta. Semanas antes de ser morta, a estudante registrou reclamação dizendo que o homem a espionou durante um banho.
A mãe de Luana, Rosemary Carneiro de Freitas, disse à agência argentina que “sempre lutou pela Justiça” e a condenação “representa a persistência dessa luta”. Ela acompanhou todas as audiências do julgamento.
Em vida, Luana sempre lutou pela justiça e pelos direitos das mulheres. A condenação de seu assassino, para nós, representa a persistência dessa luta.”
Nascida em Jataí (GO), a 320 km de Goiânia, Luana se mudou para a Argentina aos 22 anos, após conhecer uma amiga pela internet.
Ela fez uma viagem para o país e acabou decidindo ficar em Buenos Aires, onde conseguiu emprego de assistente financeira em uma multinacional.