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COVID-19

Médicos tiram dúvidas sobre vacina mais potente contra a covid-19

Ao todo, o Brasil já dispõe de 5,8 milhões de doses, mas Ministério da Saúde ainda não definiu início da aplicação

Médicos tiram dúvidas sobre vacina mais potente contra a covid-19
- Vacina contra a covid-19: médicos afirmam que imunizantes são fundamentais para evitar casos graves e mortes pela doença.

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O País já recebeu 5,8 milhões de doses das vacinas bivalentes, que protegem contra a covid-19, segundo informou o Ministério da Saúde. Apesar de a pasta ainda não ter definido uma data  para que a aplicação comece, médicos, convidados pela reportagem de A Tribuna, tiram dúvidas sobre os imunizantes.

No início do mês, o secretário de Estado da Saúde, Tadeu Marino, disse que havia a expectativa de que o Ministério enviasse ainda este mês as vacinas bivalentes. Ontem, o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, afirmou  que o Ministério ainda não informou uma data para entrega dos imunizantes. 

Segundo o Ministério, as vacinas vão passar por avaliação e análise  e serão distribuídas após divulgação da nota técnica, com orientações sobre aplicação e público-alvo.

Os imunizantes bivalentes da Pfizer foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 22 de novembro, para serem usados como dose de reforço na população acima de 12 anos.

As vacinas bivalentes aprovadas são: BA1 (protege contra a variante original e também contra a variante ômicron BA1) e  BA4/BA5 (protege contra a variante original e também contra a variante ômicron BA4/BA5).  

Mas qual seria a diferença das vacinas atuais para as bivalentes?

Atualmente, as vacinas monovalentes contêm apenas a cepa original do   SARS-CoV-2. Segundo a Anvisa, as doses das bivalentes  protegem contra a cepa original e a ômicron, inclusive já foram testadas contra algumas subvariantes.

“As primeiras vacinas foram direcionadas para a proteína spike, do coronavírus. As vacinas bivalentes, além da proteína spike,  conseguem desencadear imunidade por outros locais”, explica a pneumologista Jessica Polese.

Entre as principais dúvidas está: quem deve tomar as vacinas? O Ministério da Saúde ainda não definiu uma diretriz, mas a pneumologista Ciléa Victória Martins acredita que pessoas que apresentam maior risco –  como  idosos, imunossuprimidos, cardiopatas, diabéticos e pacientes portadores de alguma pneumopatia – terão prioridade na imunização.

Mesmo com as novas vacinas, a infectologista Rubia Miossi destaca que as vacinas atuais continuam efetivas. 

“A vacina atual não perdeu efetividade. A bivalente é melhor do que as atuais porque traz uma cepa nova na fórmula. Mas, diante ainda da falta da bivalente, as atuais são a única ferramenta disponível e devem ser usadas”.



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O que são as vacinas bivalentes?

É uma única vacina que contém mais de uma cepa. As doses das bivalentes  protegem contra a cepa original e a ômicron, inclusive já foram testadas contra algumas subvariantes.

As vacinas bivalentes aprovadas são da Pfizer: BA1 (protege contra a variante original e também contra a variante ômicron BA1) e  BA4/BA5 (protege contra a variante original e também contra a variante ômicron BA4/BA5).

Elas utilizam a mesma tecnologia das primeiras gerações, o RNA mensageiro, responsável por carregar as instruções para a síntese de proteínas fazendo com que o organismo produza anticorpos para combater a doença.

Qual a diferença para as vacinas atuais?

As vacinas atuais são monovalentes e contêm apenas a cepa original do SARS-CoV-2. Já as bivalentes  protegem contra a cepa original e a ômicron.

Como será a identificação das vacinas bivalentes para as demais vacinas?

As vacinas adaptadas à variante  ômicron BA.1 e BA.4/BA.5 virão com uma tampa com coloração diferente – cor cinza, para ajudar na diferenciação. Outra novidade é que essas versões do imunizante não precisam de diluição para aplicação.

As vacinas serão usadas no esquema primário?

Não. As vacinas bivalentes serão administradas como dose de reforço, pelo menos três meses após a conclusão da vacinação primária ou após o recebimento da dose de reforço mais recente, com qualquer vacina da covid monovalente autorizada ou aprovada pela Agência.

Quem poderá tomar?

Elas são indicadas para a população a partir de 12 anos de idade. O Ministério da Saúde ainda não definiu uma diretriz, se toda população poderá tomá-la, mas  a Câmara Técnica Assessora em Imunizações (CTAI)  recomendou à pasta, no fim de novembro, que as vacinas bivalentes sejam utilizadas como dose de reforço somente em grupos de maior risco, como idosos, imunossuprimidos e gestantes.

Quando os imunizantes estarão disponíveis?

O Brasil recebeu na última semana cerca de 5,8 milhões de doses de vacinas bivalentes, adaptadas à variante ômicron BA.1.. Mais 13,8 milhões de doses estão previstas para chegar ao País ainda este mês.

De acordo com a Pfizer, ainda é esperada a entrega de cerca de 27,4 milhões de doses da vacina bivalente adaptada às variantes ômicron BA.4/BA.5.

Segundo o Ministério da Saúde, após passar por avaliação e análise do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), os imunizantes serão distribuídos para todo o País, mas a pasta  não informou a data e nem quando a vacinação começará.

As vacinas disponíveis ainda são efetivas?

Essas vacinas  mantêm a efetividade contra a doença na forma grave e óbitos, desde que as doses sejam aplicadas conforme a recomendação do Ministério da Saúde. Os estudos indicam que as doses de reforço das vacinas monovalentes restauraram uma proteção contra desfechos graves associados à variante  ômicron.  

Fonte: Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária e médicos consultados.

 

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