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Delegado faz alerta após enfrentar câncer no olho

Leandro Piquet conta que procurou o médico após sentir irritação, vermelhidão, sensibilidade à luz e uma “pele” na vista

Delegado faz alerta após enfrentar câncer no olho
- Leandro Piquet foi diagnosticado com neoplasia maligna na conjuntiva e teve de usar um colírio quimioterápico.

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Irritação, vermelhidão, sensação de areia no olho e sensibilidade à luz  foram alguns dos sintomas sentidos pelo delegado plantonista Leandro Piquet, de 40 anos, que recentemente recebeu o diagnóstico de câncer nos olhos.

Ele, que também é vereador de Vitória,  contou à reportagem que sentiu uma espécie de “pele” crescendo no olho direito. Foi quando procurou um especialista.

“Essa pele começou aumentar de tamanho, faltando três meses para as eleições. Fui ao médico e ele me disse que era um carcinoma. Soube disso no meio do processo eleitoral”, relata.

Passadas as eleições, o vereador procurou um especialista. “Ele me pediu um exame em que foi detectada a neoplasia (tumor) maligna na conjuntiva.  Logo em seguida comecei a usar um colírio quimioterápico”.

“Tanto o medicamento quanto o exame precisei trazer de São Paulo, tive dificuldade de encontrar no Estado”, afirma.

O tratamento quimioterápico durou  em torno de dois meses. “Estou vencendo. Daqui um mês serei avaliado novamente para saber se entro em um nova série de quimioterapia ou se opero. Agora estou fazendo acompanhamento com oncologista”.

É a segunda vez que o delegado recebe o diagnóstico de um tumor maligno. “Há seis anos precisei tirar o apêndice”.

Piquet conta que receber o diagnóstico provocou um misto de sensações. “Fiquei preocupado, pensando se era só no olho ou se tinha no corpo todo, se teria de me aposentar precocemente. Tive  receio de perder a visão”.

Após passar por todo o processo, o delegado faz um alerta: “É importante ter uma rotina de sempre ir ao médico. Também é preciso estar alerta aos sinais que o corpo dá”.

“Eu tinha duas opções: ou viver a doença ou minha vida. Escolhi viver minha vida, cuidando da saúde. Tenho filho pequeno e esposa, e pretendo trabalhar muito ainda”, destaca.

Exposição ao sol é fator de risco para a doença

Um dos fatores de risco para a neoplasia  (tumor) na conjuntiva é a exposição solar.

Segundo o oftalmologista  Marcos Andião, além da exposição ao sol, fatores genéticos e exposição à fumaça, derivados de petróleo e  idade avançada também são fatores de risco para a doença.

“A conjuntiva a grosso modo é uma membrana transparente que recobre a esclera (parte branca do olho). Nela pode haver crescimento de tumores benignos, pré-malignos e malignos”, explica.

O diagnóstico pode ser feito em consulta oftalmológica,  por meio de biópsia ou  citologia de impressão, de acordo com o médico.  

O oftalmologista Renato  Gomes, do Hospital de Olhos de Vitória, explicou que o tratamento, geralmente é cirúrgico.

“Dependendo da lesão, o tratamento pode ser complementado com quimioterapia tópica, à base de colírio”.

O médico ressalta que é raro, mas pode acontecer do tumor invadir o globo ocular. “Dependendo do grau de invasão, pode evoluir para a perda total da visão”.

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