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Comerciantes estão amargando prejuízos com a eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Catar, diante da Croácia nas quartas de final. São estoques de produtos verde e amarelo como camisas do Brasil, bandeiras e outros diversos itens.
É o caso da comerciante Panmella Gomes, proprietária de três lojas de roupas em Vila Velha. Ela calcula prejuízo em média de R$ 11 mil em roupas não vendidas.
“Tivemos grande prejuízo. Os clientes estavam procurando roupas do Brasil para Copa. Fizemos um bom investimento e o Brasil acabou eliminado”, afirma.
Vendendo camisas, bonés, bandeiras e cornetas, João Guimarães, de 45 anos, conta que estava com muitos itens do Brasil para vender até a data da final.
Para tentar reduzir os prejuízos está vendendo os itens com até 60% de desconto. “Estou vendendo tudo mais barato para tentar acabar com o estoque”, diz.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio-ES) e a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) Vitória, em uma primeira avaliação, não estimam, mas confirmam prejuízos na projeção de vendas após a eliminação da Seleção.
“O comércio já tinha vendido bastante camisetas e outros itens para a Copa e as vendas desses produtos já vinham em queda mesmo antes da eliminação, trazendo prejuízos. Agora é tocar a vida pensando no Natal, já que não vamos ser campeões”, avalia o vice-presidente da Fecomércio-ES, José Carlos Bergamin.
Nos dias dos primeiros jogos da Copa, o comércio de roupas e eletrônicos, principalmente, vendeu bem. Mas, segundo Bergamin, outros comerciantes também já reclamavam de queda nas vendas nos últimos dias com as mudanças nos horários de expediente e com os diversos dias seguidos de chuva, que espantaram os clientes.
A expectativa agora fica com as vendas de Natal, em especial de presentes. “Estamos ‘correndo atrás do prejuízo’ com vendas neste fim de ano”, destaca Panmella.
Para alavancar as vendas até o fim do ano, polos comerciais, a exemplo da Glória, em Vila Velha, e da Praia do Canto, em Vitória, e os shoppings já funcionam em horários estendidos, segundo os lojistas. No caso das lojas de rua, irão funcionar inclusive aos domingos.