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CIDADES

Bombeiro dá dicas para evitar afogamentos no verão

Não consumir bebida alcoólica, nadar paralelo à areia e supervisionar de perto as crianças são algumas orientações

Bombeiro dá dicas para evitar afogamentos no verão
- Tenente Mendes informa que os homens correspondem a mais de 50% das mortes por afogamento.

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Embora sejam comumente chamados de acidentes, os afogamentos não acontecem por acaso e podem, sim, ser evitados com medidas preventivas básicas. É o que afirma o tenente Mendes, da Direção de Operações do Corpo de Bombeiros.

Por dia, quatro crianças morrem afogadas no Brasil, sendo a primeira causa de óbitos entre os pequenos de um a quatro anos de idade, segundo dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa).

Já os adolescentes e os adultos tendem a subestimar os riscos ou confiar demais nas habilidades físicas, especialmente os homens. “Eles correspondem a mais de 50% dos óbitos e se afogam sete vezes mais que as mulheres”, informou Mendes.

Seja em praias, piscinas ou cachoeiras, a bebida alcoólica deve ser evitada. “Assim como bebida e volante não combinam, o álcool não combina com o meio aquático. Perdemos a cognição e o sentido de proteção e de autocuidado”, pontuou.

Nas praias, ambientes que convidam a um mergulho, o ideal é nadar paralelo à areia, nunca se afastando da margem. “Se você cansar, ainda dá para colocar os pés no chão. No fundo, não há apoio do solo”, explicou o tenente.

E se engana quem pensa que o principal cenário dos afogamentos é a praia. No Espírito Santo, cerca de 80% dos óbitos se dão em lagos e lagoas. A ausência de um guarda-vidas de prontidão e a falsa sensação de tranquilidade justificam o percentual elevado. 

“São locais ermos que aparentam segurança, mas não é porque não tem onda que não tem risco. Manter-se flutuando sobre a água doce é mais difícil”, alertou. Nas cachoeiras, as rochas escorregadias e a correnteza oferecem ainda mais riscos.

“O recomendado é não se aventurar nesses locais, a não ser que haja placas autorizando o banho ou que sejam áreas localizadas em propriedades privadas, onde há controle maior. Se não tem aviso, evite”.

Em piscinas, o acesso deve ser vedado com grades ou cercas. Também é importante evitar  brinquedos ou objetos sobre a água que possam atrair a criança. Outro vilão das ocorrências, o ralo da piscina deve ser antissucção, ou seja, com um sistema que evite prender os cabelos. 

“Pais e responsáveis devem fazer supervisão direta, na distância de um braço, para que a resposta seja imediata em caso de afogamento”, orientou o tenente.

Atenção na praia

Cuidado em família

 
















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Moradora de Vitória, a autônoma Eliene Nunes, de 58 anos, recebeu familiares de Betim, em Minas Gerais, para curtir a praia neste fim de ano. Com quatro crianças empolgadas para se divertir no mar, o cuidado é redobrado.

“Sempre fica um adulto na água com eles. Mesmo quando estamos sentados, escolhemos um canto mais próximo do mar, onde as crianças estão”, contou Eliene.

Como medida de prevenção, a família dá preferência a praias com o mar menos movimentado.

Revezamento

 
















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Pais da pequena Maria Luisa, de 5 anos, a professora Estefani Samora, 28, e o fiscal Elton Valadão, 32, adotam um esquema de revezamento para manter atenção exclusiva enquanto a filha está no mar.

“Enquanto estou na areia tomando sol, ele fica com ela. Depois, a gente reveza”, contou Estefani. Maria Luisa ainda não sabe nadar, mas os pais concordam que aulas de natação previnem para toda a vida. “Ela não sua boia, mas tem um colete”, disse a mãe.

Confira as dicas

Cuidados

Na água, a distância segura é de um braço entre o responsável e a criança.

Em praias, nade paralelamente à areia, ou seja, sem ir para o fundo.

Em piscinas, instale ralos antissucção, restrinja o acesso  das crianças com grades ou cercas  e não deixe brinquedos ou objetos sobre a água para não atrair os pequenos.

Evite cachoeiras, lagos ou lagoas sem placas, sinalizações ou avisos.

O que fazer ao presenciar um afogamento?

Nunca entre em contato corpo a corpo com a vítima.

Tente lançar um objeto flutuante (boia, isopor, corda, galho) para evitar a submersão.

Chame o guarda-vidas ou ligue 193. 

Fonte: Corpo de Bombeiros e Sobrasa.

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