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Entre o drama das muitas famílias que perderam parentes no acidente do voo da Yeti Airlines, que caiu em um desfiladeiro enquanto tentava pousar em um aeroporto recém-inaugurado na cidade turística de Pukhara, no Nepal, a história da copilota do avião chamou a atenção do mundo. Anju Khatiwada, que fazia parte da tripulação no voo, perdeu o marido, também piloto de avião, em um acidente em 2006. A informação foi divulgada pelo NY Post.
“O marido dela, Dipak Pokhrel, morreu em 2006 na queda de um avião Twin Otter da Yeti Airlines em Jumla”, disse o porta-voz da companhia aérea Sudarshan Bartaula, ao comentar a situação envolvendo Anju Khatiwada.
Anju, de 44 anos, entrou para a Yeti Airlines do Nepal em 2010 depois do marido Dipak Pokhrel morrer. O avião, da mesma companhia aérea, que ele pilotava caiu minutos antes de pousar em 2006.
Segundo o site, ela conhecia o trajeto entre Katmandu e Pokhara, que já havia feito anteriormente, e tinha mais de 6.400 horas de voo. “Ela conseguiu o treinamento de piloto com o dinheiro que recebeu do seguro após a morte do marido”, explicou Bartaula.
Leia mais: VÍDEOS | Queda de avião deixa ao menos 64 mortos no Nepal
O acidente
Uma aeronave caiu em Pokhara, no Nepal, deixando ao menos 68 mortos. O voo doméstico da Yeti Airlines era um bimotor ATR-72 e havia saído da capital, Katmanduc.
O acidente é o mais fatal dos últimos 30 anos. Em 2018, um acidente aéreo matou 51 pessoas a bordo. Companhia europeias não voam sobre o Nepal desde 2013, por questões de segurança.
O Nepal possui oito das montanhas mais altas do mundo, incluindo o Monte Evereste, e possui pistas de difícil aproximação e pouso.