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Cuidado com mergulho em águas rasas

Diversão apresenta graves riscos e é a quarta causa de lesão medular no Brasil. No verão, número de casos aumenta

Cuidado com mergulho em águas rasas
- Banhistas pulando das pedras na Ilha do Frade, em Vitória. Comum no verão, a prática de mergulho em águas desconhecidas oferece riscos de lesão medular

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Nos dias quentes de verão, o que começa como uma simples brincadeira ou uma forma de se refrescar pode levar a sérios problemas de saúde ou até mesmo à morte. 

A prática de mergulho em águas desconhecidas apresenta riscos para aqueles que se aventuram pulando de pontes e pedras à beira-mar. 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), o “mergulho em água rasa” é a quarta causa de lesão medular no Brasil. No verão, o cenário é ainda pior. Com o aumento dos casos, o mergulho sobe para a segunda posição, atrás apenas dos acidentes de trânsito.

O Tenente Mendes, da Direção de Operações do Corpo de Bombeiros, faz o alerta.

“Nem todo local possui uma visibilidade de água suficiente para verificar o fundo. No nosso Estado, as águas têm uma turbidez muito grande devido à presença de rios próximos. Se você não conhece o local, evite o mergulho”, orientou.

Também vale atenção especial ao socorrer uma vítima. Isso porque a maioria das lesões causadas por impacto vem acompanhada de complicações cervicais.

“O manuseio da vítima sem conhecimento técnico pode agravar a lesão. É preciso  manipular a pessoa o menos possível, apenas para tirá-la do risco de afogamento e amparar a cabeça. No mais, aguardar o socorro especializado”.

Especialista em lesões esportivas, o ortopedista e traumatologista Geraldo Lopes explica que a coluna cervical é a principal afetada nesses casos de imprudência. Lesões nas vértebras C4, C5 e C6 podem levar ao quadro de tetraplegia, ou seja, a perda dos movimentos dos braços, tronco e pernas. 

“Quando a lesão é acima, nas vértebras C1 e C2, o paciente pode morrer de uma parada cardiorrespiratória”, acrescentou.

O ortopedista e traumatologista Nilo Neto conta que no verão os números de atendimentos desse tipo chegam a triplicar, sendo o homem jovem, de 18 a 30 anos, o perfil mais comum. “É necessário prudência, em especial, nos locais desconhecidos”, frisou.

Além disso, até em casos de choques de menor gravidade, nos quais o atendimento médico não é acionado, também é preciso ter atenção.

“É importante que a pessoa procure atendimento para identificar o que houve de fato. Alguns sintomas que podem se manifestar são dor no pescoço, dormência nos braços e sensação de choque na região”, apontou.

AS DICAS

Atenção

– O mergulho em água rasa é a quarta causa de lesão medular no Brasil.

– No verão, o número de casos aumenta, chegando a ser a segunda causa de lesão na medula, atrás apenas dos acidentes de trânsito.

Orientações

– Não mergulhe em águas turvas ou desconhecidas.

– Álcool e ambiente aquático não combinam! Após ingerir bebida alcoólica ou outras substâncias que atrapalhem os reflexos, a orientação é não entrar na água.

– Nada de brincadeiras inconsequentes. Evite empurrar os amigos para dentro da água.

– Formações rochosas são escorregadias, o que aumenta o risco de afogamentos. 

Como socorrer?

– O manuseio da vítima sem conhecimento técnico pode agravar a lesão.

– Tente manipular a pessoa com a menor incidência de movimentos possível.

– Apenas tire a vítima do risco de afogamento e ampare a cabeça e a coluna cervical.

– Aguarde a chegada do socorro especializado.

Fonte: Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e Corpo de Bombeiros.

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