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Brasil

Presidente do STF cobra apuração de morte de líder quilombola na Bahia

Mãe Bernadete foi morta dentro do terreiro de candomblé que comandava

O filho da líder quilombola foi assassinado há 6 anos

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A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, nesta sexta-feira (18) a morte da líder quilombola Bernadete Pacífico, de 72 anos, conhecida como Mãe Bernadete, e cobrou esclarecimentos pelo seu assassinato a tiros.

Mãe Bernadete foi morta dentro do terreiro de candomblé que comandava em Simões Filho, na região metropolitana de Salvador.

Ela era coordenadora nacional da Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq) e liderava o Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho. Era ialorixá e mãe de Flávio Gabriel Pacífico dos Santos, o Binho, líder assassinado há seis anos.

“Lamento profundamente a morte de Maria Bernadete Pacífico, do Quilombo Pitanga dos Palmares, com quem me encontrei há menos de um mês juntamente com outras lideranças no Quilombo Quingoma, na Bahia”, diz a ministra em nota.

“Mãe Bernardete, que me falou pessoalmente sobre a violência a que os quilombolas estão expostos e revelou a dor de perder seu filho com 14 tiros dentro da comunidade, foi morta em circunstâncias ainda inexplicadas”, continuou a presidente do Supremo.

“As autoridades locais devem adotar providências para o urgente esclarecimento e reparação do acontecido, a fim de que sejam responsabilizados aqueles que patrocinaram o covarde enredo e imediatamente protegidos os familiares de Mãe Bernardete e outras lideranças locais.”














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Segundo Rosa, “é absolutamente estarrecedor que os quilombolas, cujos antepassados lutaram com todas as forças e perderam as vidas para fugir da escravidão, ainda hoje vivam em situação de extrema vulnerabilidade em suas terras. Assim como é direito de todos os brasileiros, os quilombolas precisam viver em paz e ter seus direitos individuais respeitados”.

A Secretaria da Segurança Pública da Bahia informou que dois homens, usando capacetes, entraram no imóvel de Bernardete e efetuaram disparos com arma de fogo. As polícias Militar, Civil e Técnica da Bahia iniciaram as diligências e a perícia no local para identificar os autores do crime.

A Polícia Civil disse que realiza ações integradas para elucidar a morte da ialorixá com a “utilização de toda tecnologia disponível para as apurações”, além das perícias realizadas pelo Departamento de Polícia Técnica.

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