|
Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:
Mais de 120 motoristas foram multados em Guarapari por estacionarem os veículos em um jardim público no Centro durante o Carnaval.
LEIA TAMBÉM
A pedido do MP, Vitória não autoriza blocos de Carnaval no Centro
Carnaval 2023 tem segundo menor número de homicídios no ES desde 2001
Suspeitos compraram cerveja e curtiram Carnaval, após matar comerciante no ES
Dos 122 multados, 18 veículos – a maior parte de turistas – foram guinchados, e os proprietários tiveram dor de cabeça para reencontrar os veículos e retirá-los do pátio para onde foram levados.
É que o pátio só reabriu ontem, então os proprietários tiveram que pagar a diária do local, o guincho e o valor da quilometragem que o guincho percorreu. Só isso deu R$ 309, que os turistas não esperavam gastar.
“O meu carro foi levado na segunda-feira. Eles cobraram uma diária de pátio no valor de R$ 64,44; o quilômetro percorrido pelo guincho, que deu R$ 51,55, e o rebocamento do guincho, que consta R$ 193, 32. E isso é só o começo, porque ainda vem a multa e os pontos na carteira. Foi muito triste, porque a conta não para por aí”, desabafa a aposentada Ângela Maria Campos, moradora de Belo Horizonte, Minas Gerais.
O jardim público que os motoristas estacionaram durante o Carnaval faz parte do Radium Hotel, que é um bem cultural tombado pelo Conselho Estadual de Cultura e considerado patrimônio histórico e afetivo do município.
A Polícia Militar ressaltou que o local não precisa de placa de proibido estacionar, pois o Código de Trânsito Brasileiro proíbe o estacionamento em gramado ou jardim público.
“Não necessita placa, o próprio CTB proíbe. É igual esquina, não se coloca placa na esquina falando que você não pode estacionar”, frisou o major Rodrigo Lourencini, do 10º Batalhão da PM, em Guarapari.
Mas durante os dias de cidade lotada, alguém retirou parte da cerca do local e passou a convidar os motoristas a estacionarem.
“Fomos induzidos a parar ali. O flanelinha estava direcionando, não tinha placa visível de proibido estacionar. Quando eu cheguei já havia vários carros. Teve gente que estacionou os dois dias lá, e só no terceiro foi multado e guinchado. Não sabíamos que ali se tratava de um lugar público e que não poderia estacionar”, ressaltou o cabeleireiro mineiro Leonardo Luiz.
A infração pelo estacionamento irregular é considerada grave, no valor de R$ 195, 23 e prevê perda de cinco pontos na carteira.
“Não temos a mínima vontade de voltar”, diz o cabeleireiro Luz
O cabeleireiro mineiro Leonardo Luiz, de 45 anos, escolheu Guarapari pelo segundo ano consecutivo para passar o Carnaval, mas disse que não volta mais, porque a dor de cabeça foi grande, a conta maior que o esperado, e ele precisou até ir embora sem o carro.
A tribuna – A dor de cabeça foi maior que a diversão?
Leonardo Luiz – Estacionamos em uma área que já estava cheia de carros e o flanelinha direcionando. Como saberíamos que era um jardim público? Não tem como saber. A placa que vimos só depois disso tudo era minúscula e estava do outro lado.
A casa que alugamos não tinha mais como segurar a gente. Tinha outra família chegando hoje (ontem). Eu não consegui liberar meu carro e estamos indo embora de ônibus porque não temos onde ficar. Estou indo embora sem o carro.
O que teve de problemas a mais?
Como eu comprei o carro recentemente, somente o IPVA está saindo no nome da minha mãe. Eles não aceitaram liberar o carro para a gente. Não temos mais onde ficar aqui. Estamos indo eu, minha mãe, que é uma senhora, minha esposa e mais duas adolescentes de ônibus, por causa de um grande desentendimento.
Fica a decepção?
Foi muito desgastante e vai continuar sendo. No ano passado viemos de ônibus e não tivemos a oportunidade de conhecer muita coisa, porque não tem transporte para as praias. Esse ano viemos de carro para conhecer melhor as praias e acontece isso. Não temos a mínima vontade de voltar mais.