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Ana Lúcia Pereira é dessas que preferem o lado doce da vida. Aos 19 anos e com esclerose múltipla e doença de Crohn, ela não conseguiu o benefício do governo federal e decidiu fazer ovos de Páscoa para pagar os tratamentos.
A jovem mora com os pais no bairro Santa Mônica, em Vila Velha, e conta que foi diagnosticada com esclerose múltipla aos 14 anos e a doença de Crohn, considerada rara, há sete meses.
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Ana tentou, por duas vezes, o Benefício de Prestação Continuada (BPC-LOAS), que é pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ao cidadão que comprove ter deficiência que o impeça de trabalhar, mas sem êxito.
“Ainda não conseguimos. Se tivéssemos conseguido, estaria nos ajudando. Mas já tenho outra entrevista marcada”, disse Ana.
Ainda de acordo com a jovem, os custos com remédio, a locomoção até o hospital, que fica em Vitória, e custeio de um acompanhante ultrapassa os mil reais todos os meses.
“Só consigo pegar um remédio do governo. O resto quem banca sou eu. Não posso andar sozinha por causa da esclerose, então tenho que pagar uma acompanhante para ir comigo até o hospital, onde tomo uma medicação que é potente contra as duas doenças”.
Além da venda de ovos gourmet na época da Páscoa, Ana Lúcia revelou que organiza rifas frequentemente e faz e comercializa outras receitas de chocolates.
“Vendo uns quatro ovos por dia e cerca de 20 trufas com recheios de amendoim, coco, prestígio, chocolate e morango. Já os ovos são vendido por R$ 45 e recheados com maracujá, coco, brigadeiro, morango, doce de leite e leite condensado com uva. Os que mais saem são os ovos de chocolate e morango”, explicou.
Os pedidos, segundo ela, são feitos pela internet. “As pessoas encomendam por mensagens no meu Instagram e WhatsApp”.
De acordo com o médico clínico geral Thiago Loss, a doença Crohn é uma inflamação do trato gastrointestinal bastante rara, sendo um pouco mais comum entre mulheres. Pode ocorrer em qualquer idade e os sintomas mais comuns são diarreia, dores, fissuras anais e perda de peso.
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