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“Aquele cachorrinho foi um herói”, diz dono de pinscher morto no ES

Billy foi defender quatro crianças de um rottweiler, em Linhares, no norte do Estado, e acabou atacado até a morte

O pinscher Billy
Foto de perfil de Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho é jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em 2007, e tem aproximadamente 20 anos de experiência na profissão. É repórter multimídia das editorias de Cidades e Polícia do Jornal A Tribuna, com reportagens também publicadas no portal Tribuna On-line. Escreve reportagens especiais semanais para a editoria de Polícia do Jornal A Tribuna. Tem experiências com apresentações de podcasts e videocasts, além da participação ao vivo em telejornais da TV Tribuna, em colaboração com apresentadores, em casos de repercussão. Na função de redatora, atuou por 9 anos em editorias como Polícia, Cidades, Economia e Política do jornal impresso.

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Se a fé diz que anjos têm asas, no caso do cachorrinho Billy, um pinscher de 1 ano, ele se tornou um anjo de quatro patas.

É que na última quinta-feira (25), em Linhares, no Norte do Estado, ele salvou quatro crianças do ataque de um rottweiler, segundo o agricultor Aderaldo Bergamo, de 49 anos. “Aquele cachorrinho foi um grande herói”.

Segundo Aderaldo, tudo aconteceu no sítio em que ele mora. O agricultor precisou levar a mãe para o hospital e deixou Billy na casa de um funcionário. O cachorrinho ficou brincando no quintal com quatro crianças.

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“Esse rottweiler apareceu lá muito enfurecido, nervoso, bravo, né! E quando esse cachorro partiu para cima dessas crianças, ele, o Billy, saiu do meio das crianças e foi para cima do rottweiler”, afirmou Aderaldo.

 













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Ele contou ainda que, por diversas vezes, já havia avisado ao dono da propriedade vizinha que o rottweiler vivia solto e que representava perigo.

“Uma coisa que podia ser evitada. Apesar de tudo, a gente tem um pouco de felicidade por não estar enterrando as crianças”, afirmou Aderaldo.

> Como tudo aconteceu?

Aderaldo Bergamo – O fato é que um senhor aqui  da região de Linhares, largava esses cachorros soltos. E todo mundo tinha muito medo desses cachorros, mas não fala, né? Aí veio acontecer esse fato no sítio que eu tenho, que tem um empregado, que tem crianças. Aí a gente deixou esse cachorrinho chamado Billy na casa deles. Foi naquele dia só, para não deixar esse cachorrinho em casa sozinho. A gente precisava ir ao hospital para cuidar da saúde da minha mãe. Então, no hospital, não podia entrar com o cachorrinho, entendeu? Nós deixamos na casa dele. Mas foi uma graça de Deus que esse cachorrinho estava com as crianças brincando no terreiro. 

> E quando o rottweiler chegou?

Aderaldo Bergamo – No quintal  as crianças brincam todas livres, né!? Veio acontecer que esse rottweiler apareceu lá muito enfurecido, nervoso, bravo. E quando esse cachorro partiu para cima dessas crianças, ele, o Billy,  pegou e saiu do meio das crianças e foi para cima do rottweiler. Aí,  o rottweiler, enquanto esmagava o cachorrinho,  mordia  e quebrava ele todinho no dente, os pais das crianças saíram de casa a tempo para socorrer os meninos. E também tentou socorrer o Billy. Inclusive, a gente o levou para o veterinário, mas não teve como salvá-lo. Ele foi ferido demais. Eu nunca pensei que eu ia sofrer tanto para dar a notícia para minha filha, entendeu? Foi muito triste um cachorro ter uma coragem daquela lá, mas na realidade aquele cachorrinho foi um  grande herói.

> Como está a sua filha?

Aderaldo Bergamo – Foi muito doloroso, sabe! Ontem (sexta-feira) à noite deu muito trabalho para a menina dormir e  ela era muito pegada ao cachorrinho. Uma menina que nasceu de 7 meses, ela sempre teve o cachorrinho como tudo pra ela. Hoje (sábado) a gente a levou para o parquinho, para tentar esquecer, por alguns instantes, esse fato muito triste.

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