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Procon notifica Netflix por cobrança extra

Empresa anunciou que vai cobrar adicional por mês de R$ 12,90 de quem compartilha senhas e, agora, terá de detalhar essa tarifa

Começando pelos Estados Unidos, a partir do fim de março e início de abril, a plataforma pedirá aos usuários que se conectem à mesma rede wi-fi da conta principal -seja pelo aplicativo ou pelo site- e ao menos uma vez a cada 31 dias
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Redação Jornal A Tribuna

Reportagens produzidas pela equipe de jornalistas da Rede Tribuna, publicadas no jornal A Tribuna.

Última atualização

O Procon de São Paulo anunciou ontem que notificou a Netflix pela nova política da empresa de cobrar um adicional de R$ 12,90 por mês de usuários que compartilham suas senhas da plataforma com outras pessoas fora de sua residência.

Em comunicado, o órgão explicou o que busca com a notificação, enviada depois de receber diversas reclamações de consumidores sobre a gigante do streaming: entender o que a Netflix está anunciando aos seus assinantes; se a empresa está adotando um novo critério de cobrança e como funcionará este eventual novo sistema de acesso; outras informações relacionadas, para analisar possíveis infrações ao Código de Defesa do Consumidor.

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O órgão  informou que os consumidores entraram em contato, principalmente por meio de suas redes sociais, e que o objetivo do pedido de explicações é “entender o que, de fato, a Netflix está anunciando aos seus assinantes”. 

Quem tiver recebido a comunicação da empresa sobre a alteração na cobrança da assinatura e a julgar irregular, deve registrar uma reclamação formal no site do órgão de defesa do consumidor.

“Somente com a comprovação das mudanças e a formalização das reclamações será possível avaliar se a nova forma de cobrança pelo acesso ou a tecnologia utilizada para controle têm amparo legal no Código de Defesa do Consumidor”, explicou Rodrigo Tritapepe, diretor de atendimento e orientação do Procon de São Paulo.

 A Netflix confirmou que, a partir deste mês, passará a cobrar usuários do Brasil que compartilham suas senhas da plataforma de streaming com outras pessoas. 

O recurso, que tem como objetivo conter o prejuízo que a Netflix tem com essa prática, foi lançado em março de 2022 no Chile, na Costa Rica e no Peru.

Em julho do mesmo ano, a companhia expandiu a regra para Argentina, República Dominicana, Honduras, El Salvador e Guatemala.

Já nos Estados Unidos, a gigante do streaming está oferecendo   aos assinantes  maneiras de compartilhar suas contas com usuários fora de casa. Eles podem pagar uma taxa mensal extra de US$ 7,99 (R$ 39,55) para adicionar um usuário externo à sua conta. 


ENTENDA A MUDANÇA

Compartilhamento com assinante extra

> Posso compartilhar  conta e senha?

Sim, mas a empresa afirma que o titular só pode compartilhar sua senha com as pessoas que moram na mesma residência.

Para administrar quem usa o seu login dentro da sua casa, basta definir uma “residência Netflix”. Trata-se de uma funcionalidade que reúne todos os dispositivos conectados ao Wi-Fi no local principal em que você assiste ao streaming.

> Como é a cobrança extra?

No Brasil, usuários que assinam o plano padrão ou premium podem compartilhar suas contas com terceiros pagando R$ 12,90 mensais.

há algumas regras: só o titular da conta pode solicitar um ponto extra para compartilhar sua senha; o terceiro só pode ativar seu acesso no país em que a conta foi criada. 

assinantes do plano básico, de R$ 18,90 com anúncios, não podem adicionar uma conta extra.

> Quantos assinantes extras?

Plano padrão: 1 assinante extra.

Plano premium: até  2  extras.

> Como funciona  o  extra?

o assinante extra terá seu próprio perfil, conta e senha,  tudo separado da “residência Netflix”. 

> E a transferência de perfil?

Se a pessoa que usa a sua senha não quiser ser um assinante extra, a Netflix explica que uma alternativa é fazer a transferência de perfil. 

> Por que a Netflix fez isso?

A netflix  reportou  perda de 200 mil assinantes entre janeiro e março de 2022. A empresa estima que 100 milhões de usuários desfrutam de senhas compartilhadas no mundo.

Fonte: Informações Netflix e G1.

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