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Polícia fecha laboratório que fazia de biscoito a sabonete de maconha no ES

Os produtos eram vendidos pela internet

Laboratório fechado pela polícia
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Redação Tribuna Online

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Uma operação da polícia fechou um laboratório que fabricava produtos artesanais à base de maconha, no Sul do Espírito Santo. De acordo com as investigações da equipe da Delegacia de Policia (DP) de Marataízes, uma mulher, de 32 anos, seria a responsável pela produção no estabelecimento localizado em Barra do Itapemirim, no mesmo município onde está sediada a unidade policial.

De acordo com a Polícia Civil, no laboratório eram fabricados produtos alimentícios, por exemplo, bolos e biscoitos, além de produtos de beleza e higiene, como sabonetes e hidratantes corporais. As mercadorias eram vendidas pela internet. 

O titular da DP de Marataízes, delegado Caetano Netto, informou que a ação foi realizada após a Vara Criminal do município expedir um mandado de busca e apreensão que tinha como alvo a casa da mulher. A ordem judicial foi solicitada pela polícia depois que as investigações apontaram a suspeita de que ela tinha um laboratório para fabricar produtos à base de maconha. 

O mandado de busca e apreensão foi cumprida na quarta-feira (03) e contou com o apoio da Polícia Militar e da Vigilância Sanitária do município. No local, os policiais encontraram raízes, galhos e folhas da droga. Também foram apreendidos hidratantes, óleos, sabonetes, biscoitos, bolos e outros alimentos fabricados com maconha. 

Além dos produtos, foram apreendidos também cartões com a marca da empresa e rótulos dos produtos fabricados. Todo o material vai ser analisado pela Perícia Química da Polícia Civil. 

Aos policiais, a mulher alegou ser uma Microempreendedora Individual (MEI) e informou que a empresa está cadastrada para comércio varejista de cosméticos. Ela foi encaminhada à delegacia, prestou informações e foi liberada.

“A mulher responderá ao inquérito inicialmente por tráfico de drogas. Ela não foi presa no ato porque depende da perícia para constatar a natureza do material apreendido”, acrescentou Caetano Netto.

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