- Vitória, ES 24°C

Vitória 24°C

Anúncio
TRABALHADORES DA SAÚDE

Confusão e mais de mil na fila para rejeitar cobrança sindical

Trabalhadores relataram desorganização na realização dos atendimentos

Fila de trabalhadores que aguardavam no entorno da sede sindical

Última atualização



Trabalhadores da saúde privada que enfrentaram fila para a retirada da contribuição sindical na manhã e tarde dessa quinta-feira (26) reclamam da desorganização e falta de clareza para a realização dos atendimentos.

Cerca de mil pessoas passaram pelo local, nas imediações da Cidade Alta, para realizar o atendimento necessário para que a taxa de 1% sobre o salário não seja descontada da folha de pagamento.

Por volta de 16h, no entanto, os atendimentos foram paralisados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Privada (Sintrasades), o que gerou um grande tumulto e fila de virar o quarteirão.

A auxiliar administrativa Rayane Ribeiro, 23 anos, que mora na Serra e trabalha em um laboratório no município, conta que chegou ao local por volta de 11h e mesmo assim não conseguiu ser atendida.

“As pessoas ficaram ontem até 21h. Uns conseguiram, outros não. Chegou 15h40, eles fecharam o portão e disseram que não iriam atender mais. Agora falam que poderia ser por e-mail, mas isso não foi informado”, relata.

A profissional mostrou à reportagem de A Tribuna uma mensagem, enviada pela chefe dela em um aplicativo de conversas, orientando sobre o que deveria ser feito.

Na conversa, é informado um modelo de documento a ser entregue e que o atendimento deveria ser feito de forma presencial. O relato é o mesmo de outros trabalhadores, que dizem não terem sido comunicados da possibilidade de serem atendidos a distância.

O Ministério Público do Trabalho (MPT-ES), por meio de nota, afirmou que está investigando o caso. De acordo com o órgão, denúncias têm sido recebidas sobre uma suposta tentativa de dificultar “o exercício do direito de oposição”, como é chamado o ato de retirada da contribuição sindical.

As denúncias, segundo o MPT-ES, são de que o sindicato estaria impondo condições ao prazo de validade dos documentos e restringindo o horário de atendimento para o recebimento das cartas.

Um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) chegou a ser emitido pelo MPT-ES em 2021 exigindo que a entidade facilitasse a oposição à cobrança.

“Caso tais condutas sejam efetivamente apuradas, será o caso de requerer judicialmente a aplicação de multa pelo descumprimento do termo de ajuste de conduta, e eventualmente a imposição de obrigação de fazer”, afirma o Ministério.


O OUTRO LADO

Por nota, o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Privada do Espírito Santo (Sintrasades) informou que continuará realizando os atendimentos e pede que o envio das cartas de oposição seja feito por e-mail, evitando filas e tumulto.

Segundo o advogado que representa a entidade, Diego Nunes, o procedimento poderá ser feito até a próxima terça, prazo superior ao que vem sendo informado aos trabalhadores.

No e-mail, deverá constar uma “Carta de Oposição”, redigida à mão, afirmando que rejeita a cobrança da contribuição sindical.

Nela deverá ser informado o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) da empresa; nome e qualificação do empregado e assinatura autenticada em cartório. O endereço é [email protected].


Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.