- Vitória, ES 24°C

Vitória 24°C

Anúncio
Cidades

Maioria da população está com excesso de peso, diz pesquisa

Adultos entre 45 e 54 anos respondem pela maior prevalência: 68,5% deles estão com sobrepeso

Ana Paula Braun ressaltou que as pessoas precisam fazer mais atividade física e ter uma alimentação melhor

Última atualização

 













|













Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:



 

Em um cenário que já vem se desenhando nos últimos anos, o País tem mais  da metade da população brasileira adulta  (56,8%)  com excesso de peso.

Os dados de uma pesquisa nacional divulgada esta semana ainda mostram que, em  relação a 2022, o aumento do número de pessoas com o sobrepeso  foi de quase 10%.  

Adultos entre 45 e 54 anos respondem pela maior prevalência: 68,5% deles estão com sobrepeso, ou seja, IMC (Índice de Massa Corporal)  acima de 25. O índice  é calculado dividindo o peso (em kg) pela altura da pessoa ao quadrado.

Os dados são do Covitel 2023 (Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas Não Transmissíveis em Tempos de Pandemia),  desenvolvido pela organização global de saúde pública  Vital Strategies e pela Universidade Federal de Pelotas.

Além do sobrepeso na população adulta, o  Covitel aponta outro dado preocupante: a  obesidade entre jovens de 18 a 24 anos cresceu  90% em apenas um ano. 

Segundo a pesquisa, o índice de jovens obesos saltou de 9%, em 2022,  para 17,1% em 2023 no País.

 A   presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia/Regional Espírito Santo,  Priscila Pessanha Faria, apontou que entre os motivos para o aumento do sobrepeso e da obesidade no País está o estilo de vida e a mudança de hábitos alimentares. 

“Com a vida mais corrida, as pessoas estão consumindo mais  fast food, industrializados, lanches. Além disso, o sedentarismo  aumentou e a qualidade do sono está ruim. Isso traz impactos”.

 Para Priscila, a obesidade precisa ser tratada como uma doença. “Entre as  comorbidades ligadas a ela,  temos diabetes tipo 2, hipertensão arterial, colesterol aumentado, esteatose hepática (gordura no fígado), entre outras”.

A nutricionista da Clínica Execelência Ana Paula Braun salientou que as pessoas  precisam fazer mais atividades físicas e se alimentar melhor. “Emagrecer consiste em  consumir menos calorias do que se gasta. Então, é necessário investir em alimentos mais proteicos e, principalmente, reduzir o consumo de alimentos que vêm em embalagens.”

Ela ainda reforçou a importância dos pais darem o exemplo e ensinarem as crianças a se alimentar bem desde cedo.

Novidades da ciência contra o excesso de peso

Enquanto a obesidade aumenta  na população por todo o mundo, a ciência também tem avançado no tratamento.

O  diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia/Regional São Paulo, André Camara de Oliveira, destacou  que há novos medicamentos no mercado e outros na expectativa para chegar ao País. 

 No entanto, ele reforçou que as medicações, por mais modernas e eficazes, só funcionam se forem  acompanhadas de mudança de hábitos para ter resultados a longo prazo. 

 “Temos no rol de medicações hoje a semaglutida, a liraglutida e uma expectativa pela tirzepatida, que teriam resultados médios ainda melhores.”

Ele enfatizou, no  entanto, que os tratamentos precisam ser pensados para cada paciente, de forma individual, e com necessidade de um acompanhamento. 

A endocrinologista e metabologista e  presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia/ Regional Espírito Santo,  Priscila Pessanha Faria, também reforçou que as medicações são ferramentas, mas é preciso melhorar o padrão alimentar,  o sono e fazer atividade física regularmente. 

“Temos visto aumentar o nosso  arsenal medicamentoso. Sorte dos pacientes que precisam de tratamento, embora muitos não tenham esse acesso por questões financeiras.”

Ela citou, entre as medicações, aquelas  análogas de GLP-1, que são aquelas em forma de uma caneta, além de medicações orais  que provocam efeito de saciedade, já outras para questões emocionais ligadas à obesidade e aquelas para compulsão alimentar.

 “Isso permite que, para cada perfil, a gente tem uma medicação que podemos acertar mais”.

 













|













Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:



 

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.