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SUPERAÇÃO

Capixaba se torna paratleta e coleciona prêmios

Marcos Barcellos, aos 17 anos, ficou paraplégico durante assalto. Porém, se dedicou ao esporte e hoje, aos 47, coleciona títulos no paratriatlo

Marquinhos na corrida, na cadeira de rodas
Foto de perfil de Clóvis Rangel

Clóvis Rangel

Clóvis Rangel é publicitário e jornalista formado pela Faculdade Pitágoras. Pós-graduado em Redes Sociais e em Sociologia, atua como especialista na editoria de variedades. É repórter do jornal A Tribuna e do portal Tribuna Online, além de professor de Marketing.

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Aos 17 anos, Marcos Vinicius Barcellos, também conhecido como Marquinhos, participou de um assalto e no confronto com os policiais levou um tiro que o deixou paraplégico. 

Para superar a antiga vida e ter um novo futuro, Marcos escolheu o esporte e hoje, aos 47 anos, coleciona vários prêmios no paratriatlo, entre eles o primeiro lugar no Circuito Brasil Super Series deste ano, e até medalha de ouro no Brasileiro de Natação Paraolímpica de 2018. 

O paratriatlo, que é uma variante do triatlo para atletas com deficiência física, é a combinação de natação, ciclismo e corrida, nesta ordem e sem interrupção entre as modalidades.

Marcos mora com sua esposa no bairro Santo Antônio, em Vitória, e revelou que não chegou a ficar detido e que não entrou em depressão quando perdeu os movimentos das duas pernas. 


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“Me arrependo daquela vida, tive um traumatismo medular por arma de fogo por uma escolha errada. Mas perdi os movimentos das pernas, não a vontade de viver. Fui para o esporte e mudei de vida. O esporte é transformador”, disse.

Marcos contou ainda que começou a praticar esportes aos 18 anos com o basquete em cadeira de rodas e depois migrou para a natação paraolímpica, em 2014. 

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Em 2017, se dedicou ao paratriatlo e conquistou a primeira colocação no Capixaba de Ferro.

“Desde 2017, quando iniciei no paratriatlo, fui três vezes seguidas campeão estadual, vice-campeão brasileiro e campeão do Capixaba de Ferro por três anos”, contabilizou Marcos, que é treinado  pelo educador físico Eriki Gaighe.



No mesmo ano, segundo ele, sem competir na natação, teve a oportunidade de correr, na categoria cadeirante, as Dez Milhas Garoto. Para surpresa, ao final da competição, ele conquistou a segunda colocação. 

O atleta contou também que no início deste mês participou do Circuito Brasil Super Series na categoria paratriatlo, em Salvador, capital da Bahia, que contou com a participação de triatletas de diversos lugares do País e garantiu o primeiro lugar. 



“Foi uma prova bastante dura e disputada. Saí da água praticamente com o segundo colocado. Então, dei início ao ciclismo fazendo muita força para abrir uma vantagem contra o meu adversário e deu certo. Tive um susto ao cair durante a corrida, mas consegui voltar para a prova e fui campeão, graças a Deus”.

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