Líder histórico do MST, João Pedro Stedile adotou tom conciliador com relação ao governo Lula em mensagem gravada de fim de ano ao movimento. “Em termos de famílias assentadas é o pior ano de todos os 40 anos do MST. Mas nós compreendemos. Faz parte da luta”, disse. “Faltaram recursos, porque o orçamento era do governo passado, e o desmonte que houve nos seis anos de governos fascistas impediu que a máquina se voltasse para as necessidades dos trabalhadores”, afirmou.
Trena
Segundo Stedile, a reforma agrária não se mede mais por hectares. “Ela se mede por ideias, conquistas políticas e sociais”, afirmou, dando como exemplos temas como soberania alimentar, agroindústrias e agroecologia.
Não bate
Apesar do tom menos incisivo do dirigente, a declaração de que 2023 foi o pior ano em quatro décadas mereceu resposta do ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário). Segundo ele, o número de 7.200 famílias assentadas em 2023 é o maior desde 2015. O ministro disse ainda que as metas do próximo ano serão definidas em março.
Cardápio
O ministro afirma que em 2024 serão destinadas a assentamentos terras que já estão no estoque do Incra e também áreas públicas. Serão usadas ainda propriedades de grandes devedores da União e outras que serão desapropriadas.
Tudo calmo
A menos de duas semanas do primeiro aniversário dos ataques de 08 de Janeiro, o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, diz que não há sinal preocupante até agora e prevê controle sobre eventuais manifestações. Segundo ele, a mobilização é parecida com a do 07 de Setembro, que incluiu trabalho de coordenação de várias instâncias e órgãos federais e locais. Na ocasião, foi possível evitar qualquer tipo de ato hostil.
Nunca se sabe
Participante do planejamento, o secretário-executivo da pasta da Justiça, Ricardo Cappelli, repete a avaliação de que o cenário está sob controle. “Mas seguro morreu de velho”, afirma ele, que atuou como interventor na área da Segurança Pública no Distrito Federal após os ataques.
Marcha
O Senado deve votar no primeiro semestre de 2024 a emenda à Constituição que proíbe militares das Forças Armadas da ativa de concorrerem em eleições. No entanto, ainda que o texto também seja aprovado pela Câmara, não valerá para as disputas municipais de 2024, uma vez que regras que afetem o pleito precisam ser alteradas com um ano de antecedência. O relator do texto, Jorge Kajuru (PSB-GO), estudava proibir militares da ativa em ministérios, mas acabou recuando.
Vitrine 1
O governo de Minas Gerais abriu licitação para contratar cinco agências de publicidade para a gestão de Romeu Zema (Novo). O valor do contrato, de um ano, é de R$ 147 milhões, para atendimento do gabinete do governador e secretarias estaduais. Também está prevista a realização de pesquisas sobre o impacto das campanhas junto à sociedade. Zema é um dos nomes citados para disputar a Presidência em 2026.
Vitrine 2
É a primeira licitação na área do governo de Minas desde 2018. Nos últimos anos, a propaganda era feita com base em contratos antigos que são prorrogados. No briefing proposto para agências interessadas, o edital pede que seja apresentada uma campanha sobre os esforços do governo para redução da pobreza no estado.
Olhei até…
A advogada e ex-deputada Janaina Paschoal minimiza o episódio em que recebeu flores de senadoras, entre elas Marta Suplicy, durante o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016. A cena vem sendo lembrada por petistas que rejeitam o retorno de Marta ao partido para ser vice de Guilherme Boulos (Psol) na disputa para a Prefeitura de São Paulo.
…ficar cansado
“Foi apenas um gesto de gentileza, porque aquele processo foi muito duro”, diz. Janaina diz que nunca teve relação com Marta e afirma que o real problema é ela ser secretária de Ricardo Nunes (MDB). “Acho muito estranho, porque ela é uma mulher forte na prefeitura, não é uma secretária lateral”.
Reserva
A Câmara de São Paulo aprovou a criação do Fundo Soberano da capital. O projeto, da vereadora Janaína Lima (MDB), prevê que o valor chegue a R$ 1 bilhão em quatro anos. Os recursos têm de ser usados para inclusão social, proteção ambiental e boas práticas de governança.
Ofensiva
As polícias militar e civil de São Paulo apreenderam 101 toneladas de drogas neste ano na capital, um recorde. O número é 133% maior do que o de 2022 e 34% superior ao de 2020, até então o maior. A Secretaria da Segurança Pública atribui os dados a uma ação integrada das forças ligadas à pasta. Somente na região central de São Paulo, 841 suspeitos foram presos, sendo 237 flagrantes de tráfico.