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Com covid, presidente da OAB-ES pede que audiência seja adiada, mas Justiça nega

O advogado e presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Espírito Santo (OAB-ES), José Carlos Risk Filho, fez uma publicação em sua conta no ...

Última atualização

José Carlos Rizk realizando exames no hospital, na tarde desta terça-feira (26) (Foto: Divulgação/Assessoria)

O advogado e presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Espírito Santo (OAB-ES), José Carlos Risk Filho, fez uma publicação em sua conta no Instagram, na tarde desta terça-feira (26), criticando a rejeição de um pedido de adiamento de um processo que corre no Tribunal Regional do Trabalho do Espírito Santo (TRT-ES).

Na segunda-feira (25), o advogado anunciou que estava infectado com o novo coronavírus (Covid-19) e que estava se tratando em São Paulo.

Em entrevista ao Tribuna Online, Rizk afirmou que foi diagnosticado no último sábado (23) e que, na segunda-feira (25), solicitou o adiamento de três processos nos quais deveria fazer a sustentação oral. 

No entanto, ele teve retorno de apenas um e era uma rejeição ao pedido. No despacho, o desembargador alega que existem outros advogados competentes na equipe de Rizk e que, por isso, um deles poderia ficar responsável pela sustentação.

“Eu não esperava tamanha insensibilidade com a classe da advocacia num momento de pandemia. Eu estou no 8° dia, momento em que ou eu pioro muito ou melhoro, então é muito infeliz ouvir essa decisão de um desembargador”, afirmou José Carlos Risk.

Após a resposta negativa do Tribunal, o advogado entrou com outro pedido, mas, desta vez, para solicitar que seja dispensada a obrigatoriedade de utilizar terno durante a fala de abertura, uma vez que ele está em outro Estado e debilitado por estar se tratando de uma doença. 

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Segundo Rizk, que está com os pulmões comprometidos pelo vírus, ele está ficando em um flat na cidade de São Paulo, próximo ao hospital, e precisa ir e voltar à unidade de saúde várias vezes no dia para realizar exames e consultas.

“Isso me revoltou, porque é uma questão tão óbvia, humanitária. Choca a advocacia, e a mim, um desembargador que promova esse tipo de despacho”, afirmou o advogado que afirmou nunca ter imaginado presenciar “tamanha falta de sensibilidade”. 

Em sua publicação na rede social, José Carlos Rizk postou uma imagem do pedido para a dispensa de terno e um texto comentando a situação.

“Em razão do não adiamento de sustentação oral e por questões contratuais que pedem a minha presença serei obrigado a sustentar perante o TRT direto do hospital com oxímetro na mão. Convido a todos a assistir e ainda hoje pedirei dispensa do terno. Impressionante até aonde pode chegar o poder na cabeça de alguns homens”, escreveu.

De acordo com o presidente da OAB-ES, como ele também não teve um retorno sobre o pedido de adiamento dos outros dois processos, é possível que também precise comparecer nos outros julgamentos. 

Procurado pela reportagem, o TRT respondeu que “cabe ao relator do processo analisar o pedido. No caso, consta na decisão que há outros advogados constituídos no processo”.

No início da noite desta terça-feira (26), a assessoria de José Carlos Rizk informou que o julgamento foi adiado após o desembargador responsável pela rejeição do pedido de adiamento se julgar suspeito. Agora, o processo será redistribuído para outro relator. 

Esta matéria foi atualizada às 19h21

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