Um piloto com mais de 30 anos de experiência, engenheiro mecânico com prática em manutenção de aeronaves e apaixonado por voar. É assim que amigos e familiares descrevem Octavio Schneider Queiroz, de 68 anos. Ele pilotava o helicóptero que caiu em uma área de vegetação no bairro Riviera da Barra, em Vila Velha, no final da manhã desta quarta-feira (6).
Dentro da aeronave ainda estava a namorada do piloto, Lucimara Poleto, de 52 anos. Os dois morreram no local onde o acidente aconteceu, nas proximidades do Aeroclube da Barra do Jucu.
Um primo de Octavio, que pediu para não se identificar, disse que o piloto tinha experiência em avião e helicópteros, além de trabalhar com manutenção de aeronaves.
“Ele sabia bastante o que fazer. É estanho ter caído a 50 metros da cabeceira da pista. Ele ficava no aeroclube sempre. As árvores do aeroclube a maioria foi ele que plantou. A vida dele era voar. A paixão dele era voar”, disse o primo.
O fotógrafo Sagrilo, há pelo menos 30 anos, realiza voos com Octavio para realizar imagens aéreas para alguns de seus trabalhos. Segundo ele, o relacionamento eram muito bom com Octavio.
“Ele era a pessoa que eu mais confiava para pilotar helicóptero para fotografia. Tinha um feeling de aproximação da cena. A grande vantagem dele era que ele entendia a necessidade do fotógrafo e pelo conhecimento dele dava sugestões de aproximação, altura, velocidade e inclinação do helicóptero para esconder a hélice. Sinto muito a perda dele e fiquei desnorteado. Estou muito triste”, lamentou Sagrilo.
Essa relação de trabalho, conta o fotógrafo, vem antes de Octavio comprar o helicóptero. Sagrilo lembra que o piloto tinha um monomotor e os dois já voarem na aeronave para fazer imagens aéreas.
O último trabalho juntos foi em novembro do ano passado para fotografar terrenos da Grande Vitória para uma imobiliária. “Era impecável, sempre com excelência , outros fotógrafos e cinegrafistas sempre voavam com ele”, destacou sobre a experiência e profissionalismo de Octavio.
