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Estudantes se mobilizam e pedem adiamento do Enem

Diante do expressivo aumento de casos de Covid-19 em todo o País, estudantes voltaram a pedir o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).As ...

Ingrid, 17 anos, quer adiamento por tem medo já que a imunidade dela é baixa.

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Diante do expressivo aumento de casos de Covid-19 em todo o País, estudantes voltaram a pedir o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

As provas estão marcadas para os dias 17 e 24 deste mês e já foram adiadas uma vez, já que a data original seria novembro de 2020.

Especialistas em saúde também estão preocupados, já que a presença dos candidatos em locais fechados pode potencializar a transmissão em uma época de contágio alto.

Na rede social Twitter, a hashtag “AdiaEnem” ganhou força e foi um dos assuntos mais comentados da internet nos dois últimos dias. O movimento é encabeçado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), que alega não existir por parte do governo federal um plano para a realização segura da prova.

“Chegamos em 2021 com os casos de Covid-19 crescendo. A insegurança e o desespero entre os estudantes também aumentam porque é do nosso futuro e dos sonhos das nossas famílias que estamos falando”, afirmou a UNE, em nota.

Ingrid, 17 anos, quer adiamento por tem medo já que a imunidade dela é baixa. (Foto: Leone Iglesias/AT)

Uma das inscritas para fazer a prova no Estado, a estudante Ingrid Kefler, de 17 anos, é a favor de um novo adiamento da prova. “Tenho medo, pois minha imunidade é baixa”, disse.

Entre os especialistas, a preocupação é com a época da prova. Integrante do grupo de cientistas que estuda o plano de vacinação, a professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Ethel Maciel afirma que não existe segurança para os estudantes.

“Aumento de mais de 40% de mortes, a segunda onda e a circulação da nova variante no Brasil. É preciso repensar o Enem. Ainda sem vacinas. Não existe protocolo de biossegurança para 5,6 milhões de candidatos. Colocaremos vidas em risco. O formato da prova precisa ser reavaliado”, escreveu Ethel em suas redes sociais.

O infectologista Moacir Soprani também vê risco. “Estamos no mês mais crítico da disseminação do vírus. O reflexo será sentido exatamente na semana da prova. Reunir estudantes dentro de salas fechadas, por períodos de até 5h, é um risco alto, mesmo com os cuidados”.

Já a infectologista Ana Paula Burian pensa o contrário. Para ela, o risco pode ser evitado se o distanciamento for mantido nas salas. “Com o comportamento adequado, não há risco”.

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