A Petrobras aumentou o valor do gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha, em 6%. Na prática, isso significa que o preço do botijão de gás deve subir para até R$ 88 a partir desta quinta-feira (07).
O vice-presidente do Sindicato das Revendas de Gás do Espírito Santo (Sinregás-ES), Cleber dos Santos Almeida, explica que o aumento será de R$ 3, e que a tendência é de que outros aumentos ocorram ao longo do ano.
“Será um aumento de cerca de R$ 3, e atualmente o gás já pode ser encontrado no Estado por até R$ 85, dependendo do dia da semana e do local. Creio que outros aumentos devem acontecer durante o ano”.
Almeida explicou que, em 2020, havia a expectativa de que o gás chegasse a R$ 100, o que acabou não acontecendo.
“Só não aconteceu porque há uma grande concorrência entre marcas, o que ajuda a segurar o preço. Mas com mais alguns dois aumentos, a tendência é de que o preço chegue a esse patamar, infelizmente”.
Vale destacar que, no ano passado, a Petrobras fez 10 reajustes no preço do gás, e o botijão, que começou o ano anterior na faixa dos R$ 60, chegou a dezembro custando até R$ 85.
Em nota, a Petrobras reiterou que desde novembro de 2019 igualou os preços de GLP para os segmentos residencial e industrial/comercial, e que o produto é vendido pela Petrobras às distribuidoras a granel.
“Por sua vez, as distribuidoras são as responsáveis pelo envase em diferentes tipos de botijão e, junto com as revendas, são responsáveis pelos preços ao consumidor final”, frisou a empresa.
A Petrobras afirmou ainda que os preços de GLP praticados por ela têm como referência o valor de paridade de importação, formado pelo valor do produto no mercado internacional, mais os custos que importadores teriam, como frete de navios, taxas portuárias e demais custos internos de transporte para cada ponto de fornecimento, também sendo influenciado pela taxa de câmbio.
