
“Sempre fui muito romântico, de levar flores, de falar coisas bonitas, e acho que isso, com certeza, é uma parte muito importante nos relacionamentos, talvez uma das mais importantes”, revelou, em entrevista exclusiva ao AT2.
Aliás, a letra de seu novo hit “Samu”, gravado com o baiano Léo Santana, teve como musa inspiradora a cantora Luísa Sonza, 22, com quem Vitão assumiu romance em setembro passado.
Na composição, os artistas idealizam uma mulher que encanta e os fazem “mergulhar de cabeça” numa relação. “O objetivo era só te pegar / Fazer um love maneiro / Sem ter que me apegar / Peguei você / E o coração bateu / E o que eu posso fazer / Se ele é mais forte do que eu”, cantam nos versos embalados pela mistura de pop, funk e pagode baiano.
“Escrevi essa canção quando a gente estava começando a ficar. E por isso a letra. É sobre não querer se entregar totalmente para o amor, mas o amor acaba te envolvendo. É uma história pela qual tenho muito carinho, e por isso falo de uma maneira carinhosa e respeitosa, assim como sempre falei e vou buscar falar”, disse Vitão, em coletiva, que rolou na última quinta.
“Samu”, que ganhou clipe ontem, é só o começo de uma nova fase. “Em 2021, espero trabalhar muito e lançar muita coisa nova”.
“A gente via mais o glamour da fama”
AT2 – Avalia 2020 como um ano de muitas mudanças?
Vitão – Com certeza! Foi um ano de muitas mudanças pessoais, psicológicas, emocionais e na minha carreira. E também de muito aprendizado.
Como tem superado esse momento de pandemia?
O que tem me ajudado a superar um pouco esse momento é fazer música, criar, falar sobre as coisas que estão acontecendo, enfim, desabafar musicalmente mesmo.
A positividade das suas músicas tem chegado ao público?
Sempre recebi muitos recados de pessoas agradecendo a mensagem que passo nas músicas, dizendo que passaram a se sentir muito bem, a ser mais felizes e a entender certas coisas. E, nesse momento de pandemia, ainda mais, porque tem sido um momento mais difícil pra todos. Então, recebi muitas mensagens e isso é muito gratificante.
Não lançou tantas músicas durante o período da quarentena. Não sente a pressão de ter que lançar singles todo mês?
A gente até sente essa pressão, mas esse foi um momento onde fiquei um pouco mais recluso e me fechei um pouco dentro da minha casa, para criar coisas novas e poder voltar em 2021.
2020 também foi um ano em que as pessoas deram muito pitaco na sua vida pessoal. Foi difícil lidar com os julgamentos?
Foi um pouco chato sim, mas fiquei tranquilo porque tenho uma família maravilhosa, amigos incríveis e estou muito feliz com minha carreira e, principalmente, com tudo que estou fazendo de novo para lançar em 2021.
Aos 21 anos, já percebe que a fama tem seu lado positivo e negativo. Ela te assustou?
Com certeza! Em certos momentos, a gente se espanta um pouco com algumas coisas que, antes de ser famoso, a gente não pensava tanto, a gente via mais o glamour da fama e tudo mais. Mas tudo na vida, não só a fama, tem seus dois lados.
Os haters seriam o lado mais negativo da fama?
As pessoas que espalham o ódio na internet são só pessoas que não estão bem consigo mesmas, que têm alguma tristeza na vida delas e que, por fraqueza emocional, acabam tendo que jogar isso de uma forma ruim em outras pessoas.
Canta muito o amor. Acredita que é o sentimento que mais está em falta no mundo?
Com certeza! A gente está precisando de muito mais amor ainda aqui na Terra para as coisas andarem de um jeito melhor. Sempre gostei de falar de amor, acho que isso é muito importante. Inclusive, acho que uma das minhas missões aqui na Terra é falar de amor.
Se afastou das redes sociais após assistir ao documentário “O Dilema das Redes”.
É, fiquei um pouco fora por vários motivos. Além de assistir ao programa, que foi chocante pra mim, não estava mais me sentindo bem com o uso diário da internet. Então, resolvi fazer uma desintoxicação. Foi um respiro mesmo.
“Califórnia” será seu primeiro destino quando a pandemia acabar? Como foi ter a obra de Lulu Santos como referência nesse single?
Não sei para onde vai ser o meu primeiro destino, mas, com certeza, amaria ir para a Califórnia! (Risos) E, sobre minha relação com a música do Lulu, os meus pais sempre gostaram muito, então ouvi desde criança e tenho essa memória afetiva. E, obviamente, depois que cresci e conheci quem era Lulu Santos musicalmente, o artista gigantesco que ele é, virei muito fã também.
Fez nova tatuagem recentemente. Quantas você já tem?
Acho que umas 22 e elas são muito distintas. Sempre gostei de fazer várias tatuagens, não muito grandes e espalhadas pelo corpo.
Tenho tatuagem de tudo que gosto da minha vida. No braço, tenho uma do Michael Jackson ainda criança, na época do The Jackson 5. Tenho uma de leão, que é o meu signo e que é um animal poderoso, incrível! Tenho muitas tatuagens de flor, acho que é o que mais tenho, porque acho muito lindo.
Tenho tatuagem de uma pizza, só porque gosto de pizza mesmo. (Risos) Tatuagens com amigos e tenho tatuado “Ouro”, nome do meu disco, no peito, que também é muito significativa pra mim.