Membros do grupo fundamentalista islâmico Talibã teriam ateado fogo a uma mulher acusada de “cozinhar mal” para os combatentes. Segundo a ativista e ex-juíza afegã Najla Ayoubi disse à emissora britânica Sky News, esses homens “estão forçando as pessoas a dar comida e cozinhar para eles”.

“Além disso, há tantas mulheres jovens nas últimas semanas sendo enviadas para países vizinhos em caixões para serem usadas como escravas sexuais”, contou.
Ayoubi vive exilada nos Estados Unidos após deixar o país quando o Talibã começou a retomar o controle do Afeganistão. Ela disse que tem coletado relatos de espancamentos, chicotadas e outros ataques violentos contra mulheres a partir de “milhares e centenas de colegas ativistas” que ainda estão na região.
Ainda segundo a ex-juíza e ativista, o grupo fundamentalista também força as famílias a casar suas filhas com combatentes do Talibã. Segundo ela, é impossível ver “a promessa de que eles acham que as mulheres deveriam trabalhar, quando estamos vendo todas essas atrocidades.”