O médico ginecologista, de 46 anos, acusado de abusar sexualmente de 15 pacientes em São Mateus, foi preso e autuado pelo crime de violação sexual mediante fraude, por usar da profissão para enganar as vítimas e cometer abusos.

O acusado foi preso, na manhã da última sexta-feira (6), após uma das vítimas ter procurado a delegacia no mês de julho para denuncia-lo, após ter sido incentivada pelo namorado. Além dela, no começo das investigações outras duas mulheres o acusaram de abusos durante as consultas.
“A primeira denuncia chegou a cerca de um mês e essa vítima foi incentivada pelo namorado dela que ficou sabendo do ocorrido e a levou à delegacia. A partir do momento em que ela encontrou esse apoio, que se deu o início dessas investigações”, explicou a delegada Gabriela Zaché dos Santos, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de São Mateus.
As vítimas relatavam ter medo de denunciar o médico, já que ele é conceituado na região e atendia na rede particular e pública de São Mateus.
“Ele é um médico conceituado na cidade e por esse fato, muitas vítimas ficaram inibidas de denunciá-lo, achando que não iriam acreditar na versão delas. Como esse abuso acontece em um momento em que estão somente os dois na sala, elas tinham medo de não conseguir provar e isso acabar revertendo contra elas”, comentou a delegada.
De acordo com a delegada, o médico nega os abusos e afirma ter feito apenas os exames de rotina.
“Ele aproveitava o momento do exame ginecológico e passava abusar daquelas mulheres. algumas tinham dúvidas se aquilo fazia parte do exame ou se estavam sendo abusadas. Algumas que perceberam que aquilo já extrapolava o exame tentavam sair, ameaçando gritar e ele parava”, relatou Gabriela.
O médico foi autuado pelo crime de violação sexual mediante fraude, que conta com pena de 2 a 6 anos. A pena vale para para cada caso registrado serão somadas durante o processo.
O delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, comenta que mais denúncias podem ser feitas.
“Esperamos que, com a aparição de 12 vítimas, que mais apareçam e denunciem. Essas coisas não podem acontecer e todo profissional que queira praticar esse tipo de comportamento, nós vamos investigar e prender”, completou Arruda.
LEIA MAIS: