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Economia

Após fim do auxílio, moradores do Estado tiram R$ 363 milhões da poupança

Os saques da caderneta de poupança tiveram o maior volume desde 1995 em janeiro, segundo o Banco Central. No primeiro mês do ano, os investidores ...

Jorge Eloy prevê que 50 mil empreendedores no Estado vão conseguir o empréstimo na nova modalidade

Última atualização

Os saques da caderneta de poupança tiveram o maior volume desde 1995 em janeiro, segundo o Banco Central. No primeiro mês do ano, os investidores retiraram R$ 18,15 bilhões a mais do que depositaram neste tipo de aplicação em todo o País.

Segundo consultores financeiros, a população do Espírito Santo é responsável por R$ 363 milhões desse saldo negativo da caderneta de poupança. No País, é o maior volume de saques da série histórica, iniciada em 1995. Em comparação, em janeiro de 2020 foram R$ 12,36 bilhões em retiradas.

Jorge Eloy disse que despesas de início de ano, como matrícula escolar, estão entre os motivos para o resultado (Foto: Divulgação)Entre as explicações para o aumento de saques estão, além do fim do auxílio emergencial, despesas tradicionais desta época do ano, como matrículas escolares e pagamento de tributos como o IPVA e IPTU, além do saldo dos gastos da época de Natal e Ano Novo, conforme exemplificou o analista financeiro Jorge Eloy.

Ele ressaltou que, historicamente, o mês de janeiro costuma registrar um volume maior de retiradas da poupança. “A poupança também não tem sido muito atrativa, e o investidor prefere aumentar a rentabilidade em outros investimentos”, afirmou.

O economista Eduardo Araújo lembrou que a taxa básica de juros, que vem sendo mantida no menor patamar da história pelo Banco Central, contribui para a depreciação desse investimento.

“Com a inflação em alta, as pessoas estão perdendo dinheiro. Com a virada do ano, há a tendência de se fazer um planejamento financeiro, e isso contribui para o aumento de saques”, salientou.

Ele também citou a situação financeira pela qual passam muitas famílias, atingidas pela crise provocada pela pandemia, como um fator que leva as pessoas a recorrerem à poupança.

Para aqueles que querem ter uma rentabilidade maior, o especialista citou investimentos como o Certificado de Depósito Interbancário (CDB), letras de crédito imobiliário e títulos públicos, como o Tesouro Nacional. “Para quem faz um investimento em prazo mais amplo, pode ganhar entre 9% a 10% ao ano”, disse o economista.
 


SAIBA MAIS


Recorde de saques

  • Os brasileiros retiraram em janeiro o maior volume da poupança desde 1995, quando teve início o monitoramento do Banco Central.
  • Foram retirados R$ 18,15 bilhões a mais do que os depósitos na poupança no mês.
  • Em 2020, a poupança captou R$ 166,31 bilhões, o maior valor anual da série histórica.

Baixo rendimento

  • Com a poupança rendendo 70% da Selic (atualmente em 2%), o rendimento em 2020 foi de somente 1,97% em 12 meses.
  • No mesmo período, o IPCA, que mede a inflação, atingiu 4,23%.

Outros investimentos

  • Para fugir do prejuízo da poupança, há outros investimentos que não oferecem risco e rendem mais do que a caderneta.
  • CDB: o Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título de renda fixa oferecida por bancos para captação de fundos e rende juros superiores à poupança, dependendo do modelo aplicado.
  • LCI: é a sigla de Letra de Crédito Imobiliário, um título de renda fixa emitido com o objetivo de levantar recursos para aplicação em investimentos no setor imobiliário. Tem rentabilidade pré ou pós-fixada.
  • Fundos de renda variável: é um conjunto de ativos de renda variável, como ações e outros tipos de fundos que não têm rentabilidade fixa. Costuma ter rendimentos maiores, mas também aumenta o risco de perdas pela oscilação do mercado.

Fonte: Especialistas ouvidos.

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