Em sua primeira viagem como presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM) voltou a falar sobre a necessidade de se retomar a auxílio emergencial, mas respeitando o programa fiscal do governo Jair Bolsonaro.
Sobre os valores das próximas parcelas o senador preferiu não arrematar, mas disse que o Congresso trabalha com a possibilidade de estender o auxílio em R$ 300. O governo, contudo, quer adotar pagamentos de R$ 200.
Em Minas Gerais, o senador disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, demonstrou “receptividade” à ideia de seguir com um plano de assistência à renda dos brasileiros.
“É inegável que, com a pandemia ainda não tendo acabado, é fundamental que a gente tenha que auxiliar as pessoas, seja com incremento do Bolsa Família ou com o auxílio emergencial. É preciso ter essa assistência social mais imediata”, disse Pacheco, que prosseguiu:
“Eu senti receptividade do ministro Paulo Guedes à ideia que, com toda a responsabilidade fiscal, possamos ter assistência social mais imediata enquanto a vacina não for capaz de imunizar toda a população brasileira.”
“Há uma expectativa muito grande. Estamos trabalhando para isso. O valor (do auxílio) é impossível prever, mas lutaremos por um valor que seja digno a quem recebe, com possibilidade para quem paga, dentro dos parâmetros da responsabilidade fiscal”, comentou.
Para restringir o público que vai receber novamente o benefício em 2021, uma das propostas do governo federal é que sejam contemplados os beneficiários do Bolsa Família e os que estão na fila aguardando para serem incluídos no programa assistencial.
O ministro Paulo Guedes defende a concessão do auxílio com o acionamento do estado de calamidade pública.
Isso permitiria que as despesas com a nova rodada do benefício ficassem fora do teto de gastos, regra que limita que as despesas cresçam acima da inflação.
