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Polícia

Dois operários morrem atingidos por chapas de granito no Sul do Estado

Dois operários de uma empresa do setor de mármore e granito morreram na localidade de Estação de Soturno, zona rural de Vargem Alta, Região Serrana ...

Adriano Ângelo Nalin e Jair Marconcini Mozer morreram após serem atingidos por chapas de granito em Vargem Alta

Última atualização

Adriano Ângelo Nalin e Jair Marconcini Mozer morreram após serem atingidos por chapas de granito em Vargem Alta (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Dois operários de uma empresa do setor de mármore e granito morreram na localidade de Estação de Soturno, zona rural de Vargem Alta, Região Serrana do Estado, após serem atingidos por chapas e pedras de granito.

Morreram o encarregado Jair Marconcini Mozer, 41 anos, e o ajudante Adriano Ângelo Nalin, de 18 anos.

O acidente ocorreu por volta de 15 horas desta quinta-feira (25). Segundo funcionários da empresa, os dois trabalhadores estavam retirando um bloco de pedra que havia passado pelo processo de corte, no fio diamantado, quando um pedaço da pedra, conhecido como casqueiro, soltou-se.

Na queda, o pedaço de pedra teria atingido outras chapas e o material caiu sobre os dois trabalhadores. Funcionários conseguiram retirá-los do meio dos destroços e as levaram para a Santa Casa. Só que nenhum deles resistiu aos ferimentos.

Na manhã desta sexta-feira (26), as famílias estavam no Serviço Médico Legal (SML) para liberar os corpos das vítimas.
Jair era o mais novo de quatro irmãos e deixou mulher e dois filhos, de 14 e 7 anos. Ele trabalhava há 17 anos na empresa. Já Adriano estava na função há menos de um mês e completaria 19 anos no próximo domingo.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Extração, Beneficiamento e Comércio de Mármore, Granito e Calcário (Sindimármore) está acompanhando o caso.

Segundo o diretor do sindicato, Márcio Toledo Vieira, uma equipe conversou com os familiares das vítimas pela manhã no SML e à tarde iria visitar a empresa.

“Infelizmente, nesse nosso setor do mármore e granito, os acidentes, na maioria das vezes, são fatais. Neste caso, acredito que a empresa não deveria deixar um rapaz tão novo e inexperiente, pois tinha menos de 30 dias de serviço, ajudar num serviço tão perigoso”, destacou Márcio.

A reportagem tentou contato por telefone com a empresa, mas ninguém atendeu.

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