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Vale de tudo para enfrentar onda de calor

Com altas temperaturas e pouca chuva, os capixabas vêm sofrendo com o calorão nas últimas semanas. Por conta disso, a população procura meios para ...

Vanessa Cristina tem no ventilador um dos principais aliados para encarar as altas temperaturas deste verão

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Vanessa Cristina tem no ventilador um dos principais aliados para encarar as altas temperaturas deste verão (Foto: Beto Morais/AT)

Com altas temperaturas e pouca chuva, os capixabas vêm sofrendo com o calorão nas últimas semanas. Por conta disso, a população procura meios para tentar se refrescar.

Praia ou piscina, ar-condicionado, banhos demorados, ventiladores, pano molhado no rosto, sorvete. Qualquer alternativa é válida na hora de buscar uma maneira de driblar o calor.

A psicóloga Vanessa Cristina Barbosa, de 38 anos, enfrenta o calor com ventiladores, vários banhos por dia e praia. O apartamento onde mora, na Praia das Gaivotas, em Vila Velha, recebe o sol da tarde e, por isso, fica muito quente.

“Ano passado não pareceu tão quente, era mais ameno, a sensação é que está mais calor este ano. Não consigo ficar em casa, pois não aguento”, comentou Vanessa. Já a professora Adriana Oliveira, de 36 anos, comprou um ventilador para cada quarto da casa. “Um ventilador para sete pessoas não estava sendo suficiente”, contou.

Pesquisadores do Centro de Meteorologia do governo do Reino Unido preveem que 2021 será um dos seis anos mais quentes da história. No entanto, o Espírito Santo deve manter a média de temperaturas neste ano.

Segundo o meteorologista do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Ivaniel Fôro Maia, com a falta de chuva, a sensação é que está mais quente. “Foram vários dias sem nuvens e com céu aberto, e essa sequência deu a impressão que está mais calor”, revelou o meteorologista.

A expectativa de calor deve se manter para os próximos dias. Um sistema de alta pressão atmosférica, que atua sobre a região Sudeste do Brasil, vem bloqueando que a frente fria chegue ao Estado.

“Com isso, não temos a formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul, que provoca chuvas no Estado. A umidade da Amazônia que é levada ao nosso litoral ficou estacionada na região Sul do Brasil, por conta desse bloqueio, trazendo chuvas abaixo da média para o mês de janeiro”, explicou o meteorologista.

Para a próxima semana, os capixabas podem esperar um alívio no calor. O sistema de alta pressão deve se mover nos próximos dias, trazendo uma frente fria. “Essa frente fria deve conseguir mudar bastante a condição do tempo na região Sudeste”, acrescentou a meteorologista do Climatempo Josélia Pegorim.

Estado classificado em “seca fraca”

Por conta dos dias secos, com pouca chuva, o Espírito Santo foi classificado como “seca fraca”, pelo Monitor de Secas, que acompanha a evolução ou involução da seca em regiões do País. Segundo o monitor, o Estado registrou avanço da seca fraca devido às chuvas abaixo da normalidade e as temperaturas altas.

Os impactos são de curto prazo e atingem, diretamente, a agricultura. “Existe uma preocupação e estamos monitorando. Os primeiros impactos são na agricultura, que já não consegue iniciar plantios, pois os solos estão secos”, explicou o meteorologista do Incaper, Ivaniel Fôro Maia.

“É um alerta para ficarmos mais atentos em relação à água. Se não chove o suficiente no verão, dificilmente teremos um inverno capaz de suprir o índice de chuva”. Apesar do fenômeno oceânico atmosférico “La Niña” ser responsável pelo aumento de chuvas no Sudeste, este ano, tem se manifestado de forma mais branda.

“Não é certo que ele traga excesso de chuvas. Estamos em uma região do País em que a previsibilidade é muito baixa, mas este ano ele não está forte”, ressaltou.

O meteorologista explica que fevereiro, tradicionalmente marcado por poucas chuvas, deve manter a expectativa. Já março, quando se espera mais chuvas, deve ficar abaixo dos índices normais. Com isso, a tendência é fechar o verão com chuva abaixo da média.

“Até em regiões que chove mais, como a Sul e Serrana, tivemos chuvas abaixo da média. Janeiro já é um estado de atenção”, comentou o meteorologista.

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