
O caso aconteceu no bairro Adalberto Simão Nader, na tarde desta terça-feira (2). No local, os vizinhos contaram que João Emanuel teve um surto psicótico após o uso de drogas.
“Ele estava andando no meio da rua dando soco no vento, falando com qualquer pessoa. Estava andando de bicicleta, daqui a pouco pegava a moto. Passava na frente dos carros toda hora. Os vizinhos estavam assustados. Alguém deu um mata-leão nele com a intenção de ajudar a desligar ele. Ninguém nunca imaginou que ele pudesse morrer assim”, disse um vizinho que preferiu não ser identificado por medo de represália.
A Polícia Militar foi acionada e seguiu para a UPA, onde encontrou os familiares do rapaz. À polícia, as testemunhas relataram que João Emanuel estaria sob efeito de entorpecentes e agressivo, ao ser contido por populares por meio de um “mata leão”.
Os autores não foram identificados, e a Polícia Civil foi acionada. O Delegado responsável pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Guarapari esteve no local, e ao analisar as imagens do evento, informou que não tratará o fato como homicídio até maiores esclarecimentos.
Na Upa, os socorristas explicaram que o corpo do alpista vai passar por exames no Departamento Médico Legal (DML), em Vitória, para saber a real causa da morte.
É que o mata-leão ou chave cervical é um tipo de técnica de imobilização em que uma pessoa faz uso de suas mãos, braços ou pernas contra o pescoço de uma outra pessoa, aplicando uma pressão que pode provocar o estrangulamento, a asfixia e até levar à morte. Mas existe a possibilidade de João Emanuel ter tido alguma overdose por conta do excesso do uso de drogas.