A morte da menina Alice Almeida completa um ano nesta terça-feira (9). Em uma rede social, a mãe dela, Amanda Guedes, publicou uma série de postagens para desabafar sobre a saudade que sente da filha, de 3 anos, assassinada enquanto brincava no quintal de casa, no bairro Dom João Batista, em Vila Velha.
Amanda escreveu que a ficha ainda não caiu, após um ano do crime. “A família inteira carrega um trauma para o resto da vida”, desabafou ela.
Em outro trecho, a mãe de Alice afirma que “parece que não te vejo a vida inteira. Acordava todos os dias ao seu lado, sentindo seu cheiro, com seu abraço e seus beijos. Me acostumei tanto, que minha vida só começou mesmo quando você passou a existir. Agora, minha realidade, gocosa (gostosa), é que ainda não acredito que isso aconteceu. Eu sinto que você esta viajando e vai voltar para os meus braços”.
Amanda prossegue seu relato dizendo que há um ano tenta sobreviver e segue “empurrando a vida com a barriga”. “Nada do que eu disser aqui vai descrever o tamanho da dor que carregamos por não ter você aqui, minha Lady”.

“Te amo cada segundo e vou te amar o resto da minha vida, minha Lili. Lembro da sua voz no meu ouvido. Há 1 ano, que não sou chamada de mamãe”.
No fim da mensagem, Amanda escreve: “Eu só peço em minhas orações para Deus me levar um dia e ter a chance de te reencontrar. Estou aqui ainda porque Deus quer, pelo seu irmão, mas breve estarei com você e vamos viver para sempre juntas. SEMPRE. Minha melhor amiga, minha princesa, minha gocosona (gostosona)”.
Crime
No dia 9 de fevereiro do ano passado, Alice brincava no quintal de casa, em Dom João Batista, Vila Velha, quando foi atingida por tiros, após um adolescente, de 17 anos, que era alvo dos disparos pular o muro do imóvel para escapar de bandidos.
Alice chegou a ser socorrido ao Pronto Atendimento da Glória, no mesmo município, porém não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois.
A delegada Raffaella Aguiar, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), que apurou a morte da menina, concluiu que o assassinato de Alice foi motivado por uma disputa de tráfico que começou no início de 2019.
Quatro suspeitos de participação no crime foram presos durante as investigações da DHPM e o adolescente, que era alvo dos tiros que mataram Alice, foi assassinado em setembro do ano passado, no Aribiri, em Vila Velha.
