Depois de recuar 0,08%, em janeiro, o preço da carne deve voltar a subir e pode atingir os R$ 110 o quilo, no caso de cortes nobres para churrasco, como a picanha.
Em dezembro, o quilo da picanha maturada chegou a atingir os R$ 100 em supermercados do Espírito Santo. Outras carnes, como alcatra e contra-filé, bastante usadas para o churrasco, também atingiram os R$ 45 o quilo no Estado.
Agora, segundo especialistas, o preço da carne deve voltar a subir. Em 2020, a alta acumulada foi de quase 18%, segundo o IBGE.
Entre os fatores que vão pressionar o preço estão a alta de exportações para países como a China e o dólar valorizado. Nesta semana, o preço do arroba bovino chegou R$ 301,50, maior patamar desde o início da série histórica, em 1994. A valorização neste ano já é de 13%.
O economista chefe da Lotus Investimentos, Luiz Sant’Anna, explicou que problemas que a China vem enfrentando com a criação de porcos, somados à valorização do dólar, deixam os produtores brasileiros propensos a exportarem mais carne.

Já o economista Laudeir Frauches afirmou que o preço alto da carne pode ser uma realidade que veio para ficar.
“Os números podem dizer que os preços pararam de subir, mas eles pararam em um patamar alto. É o que se chama de carestia, e é o que pode acontecer com a carne”, disse o especialista.
