Juntos há quase 30 anos, um casal de idosos foi brutalmente assassinado no sítio onde vivia, na localidade de Djalma Coutinho, conhecida como Colina Verde, em Santa Leopoldina, região Serrana do Estado. Uma das linhas de investigação da polícia é disputa por terras.
A advogada Marinelva Venturim de Paula, 62 anos, e o estilista D’ali Atash, 68, – que nasceu no Irã, mas era cidadão americano – foram assassinados a tiros na manhã de domingo.
Latrocínio (assalto seguido de morte) foi descartado, já que nada foi roubado, conforme revelou um policial, que pediu que seu nome fosse preservado. Ele disse que, além de desavença por terras, há outras linhas de investigação, mas preferiu não mencioná-las para não atrapalhar o trabalho da polícia.
O sítio conta com sistema de videomonitoramento, e a polícia já tem a imagem do assassino. Logo após o crime, uma advogada que é parente do casal acionou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), seccional Espírito Santo, José Carlos Rizk Filho, e revelou que Marinelva estava atuando em um processo envolvendo terras.
“A informação é de que ela (Marinelva) estava atuando em causa própria. Designei um advogado para acompanhar de perto o inquérito da polícia. Não podemos nos acostumar com crimes de mando no Estado”, lamentou Rizk Filho.
Familiares ouvidos pela reportagem confirmaram que problema com terras é uma das suspeitas, mas disseram que a polícia está apurando. Um dos parentes revelou, sem dar detalhes, que havia um “desafeto” por causa de um pedaço de terra que teria sido vendido.
O portão eletrônico principal do sítio estava fechado, o que demonstra que o assassino conseguiu entrar lá por outro acesso e já tinha conhecimento do local.
A família acredita que o casal tenha ido atender a porta para algum conhecido quando foi atacado. De acordo com a polícia, eles ficaram caídos no rol de entrada da casa.
O caso é investigado pela Delegacia de Polícia de Santa Leopoldina. Até a noite de ontem ninguém havia sido preso.