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Cresce busca por síndico profissional na Grande Vitória

A pandemia fez crescer a demanda pela contratação de síndicos profissionais em condomínios na Grande Vitória, principalmente nos prédios ...

Última atualização

Juliana Monteiro, síndica profissional e diretora da M&M Gestão Condominial

A pandemia fez crescer a demanda pela contratação de síndicos profissionais em condomínios na Grande Vitória, principalmente nos prédios residenciais. De acordo com profissionais do setor, o confinamento fez com que as pessoas percebessem mais a necessidade de melhorias e consertos, exigindo mais do síndico, e também provocou o crescimento no número de conflitos. E administrar os ânimos acirrados dos vizinhos não tem sido tarefa das mais fáceis.

Síndica profissional e diretora da M&M Gestão Condominial, Juliana Lopes Monteiro Mendes conta que é perceptível o crescimento de solicitações de orçamento para a prestação desse serviço. “Atuar como síndico exige conhecimento em diversas áreas, trabalho, tempo e dedicação. E os moradores têm percebido isso, exigindo maior conhecimento e disponibilidade por parte de quem assume a função de síndico”.

O crescimento dessa procura, segundo Juliana, tem dois motivos principais. O primeiro é que os moradores já entenderam que não basta colocar apenas quem tenha boa vontade em ajudar, é preciso ter conhecimento de assuntos específicos que envolvem o condomínio, saber delegar tarefas e lidar com as questões que surgem no dia a dia.

Outro fator está mesmo atrelado à pandemia. “Com as pessoas em casa muito tempo surgiram situações que deixaram os síndicos estressados e sem saber como lidar com algumas situações: fechamento das áreas de lazer, que causou e tem causado muita discussão; barulhos quando muitos precisam trabalhar ou estudar; têm aqueles que querem realizar obras; além de outras situações já rotineiras, como cobrança de inadimplência. E depois de todo o enfretamento o síndico tem que entrar no elevador com quem ele acabou de discutir ou que foi ríspido com ele. Então muitos estão preferindo não carregar esses olhares atravessados e abrindo mão de continuar como síndico”, aponta Juliana.

Somado a esses dois fatores ainda existe a questão de que o síndico morador muitas vezes não vive profissionalmente desse trabalho, tem suas obrigações pessoais, e falta tempo para ele dedicar ao condomínio a atenção que exige. Já o síndico profissional, como o nome diz, vai exercer a função de forma muito mais assertiva, pois sua função é se dedicar ao condomínio.

Com quatorze anos de experiência como síndica profissional e diretora da M&M Gestão Condominial, que por sua vez possui mais de 30 anos no mercado, Juliana destaca que os condomínios precisam ser geridos como uma verdadeira empresa, exigindo do síndico conhecimento e habilidades específicas.

“A variedade de situações é enorme, passando do latido do cachorro do vizinho à obra de reforma fora do horário estipulado, volume das lives que, muitas vezes, iam até mais tarde, discussão de morador com empregado do condomínio, funcionário pedindo desligamento, e tantos outros. Sem contar a parte burocrática, de documentos, orçamentos, manutenção. Tudo é responsabilidade do síndico profissional. É justamente esse turbilhão de situações que morador nenhum quer ter de administrar neste momento, em que ele também está estressado pelo momento atual”, pontua.

Contratação

A contratação do síndico profissional segue o mesmo rito de escolha do síndico morador: definição em assembleia, com mandato de acordo com o regimento interno e não superior a dois anos. Em caso de possibilidade de reeleição, também é necessária a realização de assembleia.

O valor cobrado pelo síndico profissional está atrelado ao número de unidades do condomínio e também ao seu tamanho, ano de constituição e número de funcionários e itens na área de lazer.

Como um funcionário externo, o síndico profissional exerce suas atividades em horários pré-estabelecidos ou carga horária semanal, embora esteja à disposição para plantões, feriados e fora do horário comercial, bem como pode ser contatado por telefone. Tudo negociado e formalizado de acordo com a realidade do condomínio.

O síndico profissional tem a obrigação de prestar contas anualmente ao conselho fiscal e à assembleia geral do prédio ou sempre que algum condômino a exigir. E em caso de insatisfação com o serviço prestado, os moradores do condomínio devem conversar com o síndico e indicar o que pretendem com a queixa. Caso a situação se mantenha, pode-se realizar uma assembleia extraordinária, mediante um quarto de assinaturas dos condôminos para tratar a questão.

Contatos:
M&M Gestão Condominial
(27) 3215-1008
www.mmcondominial.com.br
[email protected]

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