Um trágico incidente tirou a vida de uma bebê de 11 meses, no início da manhã de quarta-feira (14), em Nova Carapina I, na Serra. A menina morreu asfixiada com o cinto do bebê conforto, após ser deixada dormindo no carro da família.
De acordo com familiares, o incidente aconteceu por volta das 8h20, após a tia e a avó da criança, que tomavam conta da criança, resolverem colocá-la na cadeira de segurança do carro da família, um Honda Fit, que estava estacionado no quintal de casa. A menina dormia no momento que foi colocada no carro e as portas do veículo teriam ficado abertas.
Cerca de 20 minutos depois, ao retornar para olhar a criança, a tia percebeu que a menina estava caída para o lado. Ao estranhar a forma que a menina estava, a tia tirou a criança do carro e então percebeu que ela não respirava.
À polícia, ela contou que chegou a fazer massagem cardíaca na criança e que, como a menina não respondia aos chamados, começou a gritar por socorro. Socorristas de uma ambulância, que passava pela rua da casa, ao ouvirem os gritos, pararam no local e um deles também tentou reanimar a menina, porém sem sucesso.
Uma enfermeira foi acionada e, ao chegar ao local, pegou a bebê e a colocou em seu carro particular, levando-a para a unidade de saúde do bairro, onde ela trabalha.
Lá, a criança também passou por outra tentativa de reanimação por dois médicos, mas também não houve sucesso no atendimento.
Fatalidade
A Polícia Militar foi acionada e conduziu as testemunhas até a Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), em Vitória.
Em nota, a Polícia Civil disse que a avó, a tia e a mãe prestaram esclarecimentos na DHPM, na tarde de ontem. Elas foram ouvidas e liberadas. O órgão disse ainda que não foi constatada incidência de crime.
Abalados, mãe, pai e demais parentes não quiseram dar entrevista, mas contaram para a reportagem de A Tribuna que a menina era muito bem cuidada pela avó e tia. Para eles, o incidente foi uma fatalidade.
Segundo a polícia, as primeiras análises feitas no Departamento Médico Legal (DML) apontam que a criança teria quebrado um dos ossos do pescoço e, com isso, ela teria tido uma asfixia.
Morte acidental no trânsito
O trânsito é a principal causa de morte acidental entre crianças de 0 a 14 anos, é o que revelou a tenente do Corpo de Bombeiros Andresa Silva.
“O primeiro aspecto é a educação por meio do diálogo. Os pais podem ensinar os pequenos a terem atenção ao atravessar a rua, usar corretamente o cinto e não colocar mão para fora da janela. Sempre trabalhando de forma preventiva”, disse.
Ainda segundo a tenente, é preciso ter atenção nos dispositivos específicos para cada idade.
De 0 a 12 meses é utilizado o bebê conforto; de 1 aos 4 anos, a cadeirinha; dos 4 aos 7 anos, o assento de elevação; e até os 10 anos, cinto de segurança e no banco de trás.
Além do dispositivo de segurança, é preciso se atentar ao modelo do carro e do dispositivo, portanto, é preciso seguir o manual. Não há uma regra única.
“O importante é deixar a criança presa no dispositivo do carro. Quando falamos em acidente, não estamos falando somente de grandes colisões. Um carro que bate a 60 km/h e que tem um objeto de
1 kg solto dentro dele, o objeto é projetado com o peso de 20 kg”.
Fora dos carros, os pais também precisam ficar atentos aos equipamentos de proteção individual e coletiva das crianças. Segundo a tenente, os pais devem observar bem ao fazerem manobras em garagens com os pequenos do lado de fora.
“Já tivemos casos de pais não verem os filhos ao darem ré com o carro. Por isso, toda atenção é válida quando o assunto são as crianças”.
