
Porém, nem sempre foi dessa forma. “Já me prejudiquei por querer tudo para ontem”, conta, em entrevista ao AT2, a loira de 26 anos.
E, por ter passado por isso, hoje a Miss Sergipe 2016 consegue enxergar que o mundo anda ansioso.
“As pessoas não têm paciência de dar um passo por vez”, lamenta. E continua: “É preciso entendermos que, para alcançarmos um resultado, temos que aprender a desfrutar do processo até chegar a ele”.
E não é papo furado! Carol usa suas visões para ajudar aqueles que a seguem nas redes sociais. “Costumo entregar meu lifestyle, minha rotina de treino e alimentação. Mas não só pela estética”, garante ela. “Deixo claro a influência disso na nossa saúde”, acrescenta a influencer, que também oferece dicas de moda e maquiagem.
Reservada, a modelo internacional, que já trabalhou no México e atualmente vive em São Paulo, pouco comenta sobre seu affair com o ator José Loreto. No fim do ano passado, os dois foram flagrados aos beijos numa boate na capital paulista.
“Preferia que não tivesse saído (na imprensa). Estava num lugar público e ciente de que poderia acontecer isso. Se aconteceu, paciência”, diz a jovem, que está prestes a se formar em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Sergipe (UFS).
Se depender dela, o seu futuro será também como empreendedora. “Tenho projetos para lançar uma marca de roupas. Então, vou ficar indo por esses dois caminhos: modelo/influencer e empreendedora. Até porque posso trabalhar com as duas coisas”, assegura.
“No passado, eu me cobrava muito. Ia maquiada até para a academia”
AT2 Trabalha como modelo desde os 18 anos. Como é ter uma vida de modelo e Miss? Tem todo esse glamour que as pessoas pensam?
Carol Valença Cerca de 80% do que as pessoas pensam não existem. De fato, há glamour. A gente vai para eventos de moda e temos acesso a coisas que outras pessoas não possuem. Porém, não é 100% do tempo, e sim uma pequena parte.
É fácil se deslumbrar com a profissão?
Se a menina não tiver com a cabeça boa, sim. Muita gente se ilude de que modelo é rica e vai conquistar tudo o que quer. Mas nem tudo funciona dessa forma. Eu nunca tive essa visão do mundo de modelo. Pelo contrário. Demorei para entrar no mundo da moda. Aos 18 anos, muitas meninas já estão viajando.
Por que demorou?
Demorei porque achava que não era uma vida estável. Não tem renda fixa. Antes, eu não queria por conta disso. Aos 18 anos, eu decidi trabalhar, mas continuei estudando.
Isso te ajudou a ter os pés no chão?
Sempre tentei ver tudo como o mais real possível. Não tinha essa imagem que iria ficar riquíssima. Mas existem modelos que conseguem, como a Gisele Bündchen.
Também é influenciadora. Qual o perfil do seu público?
É mais feminino. E tem muita gente que agregou pelo mundo de miss. Tem muita mulher que procura a questão de estilo, de moda, de inspiração. Mas tem muita menina jovem, adolescente, que busca inspiração e que quer seguir a carreira de miss. Também tenho um público masculino, mas não é grande.
Às vezes, cansa sentir que precisa estar impecável o tempo todo?
No passado, eu me cobrava muito. Ia maquiada até para a academia. Hoje em dia, fico mais tranquila. Já passou essa fase de cobrança, de me importar com a cobrança.
Tem muitos cuidados com a pele. Como não ser escrava dessa prática?
As pessoas se cobram muito nesse sentido. Eu me cobro muito com a pele porque trabalho com isso. Por sinal, a minha pele está péssima! Estou no segundo mês do Roacutan e em uma fase de muita acne. Mas entendo que meu rosto está desse jeito e as pessoas terão que entender também.
Hoje em dia, elas entendem mais e buscam um pouco dessa naturalidade, dessa imperfeição, nas influenciadoras que seguem. Quando o público vê a pessoa como perfeita, ela se torna inalcançável. Ele não se identifica. Hoje, o público prefere seguir pessoas que têm fraquezas e defeitos.
O QUE ELA DIZ
“Intimido os homens”
Segundo a modelo Carol Valença, 26, tem sido difícil conhecer e se relacionar com novas pessoas. O motivo? Autonomia financeira intimida os homens.
“Hoje em dia, as pessoas falam muito que as mulheres precisam ser independentes. E homem, principalmente! Mas, quando chega a hora da realidade, eles não entendem. Uma mulher que trabalha chega cansada em casa e não vai estar disponível na hora que ele quer”, salienta ela.
Reservada
“Não gosto muito de me expor nas redes sociais. É uma ou outra coisa que as pessoas veem. Antigamente, antes de ir para o México, em 2017, eu subia várias fotos. Mas, quando voltei para o Brasil e começou esse ‘boom’ de influencers, comecei a ver meu Instagram como uma ferramenta de trabalho”.
“Aproveitar o momento”
“Gosto de aproveitar o momento. Sinto que, se a gente está com o celular na mão e gravando, não aproveitamos aquele instante”, destaca a jovem.
Vida nova em SP
A modelo se mudou para São Paulo em outubro do ano passado. Mesmo em meio à pandemia, ela acredita que já teve uma mostra da correria que é a maior cidade da América do Sul.
“Não peguei a cidade em sua fase real. Não cheguei a ver São Paulo como realmente é. Ainda assim, é uma correria”, observa.
Futuro profissional
Ter decidido ser influenciadora, segundo ela, possibilita uma chance que outras profissionais não tiveram no passado.
“Graças a isso, o mercado de trabalho está deixando a gente trabalhar até mais tarde. Antigamente, a carreira de modelo estava encerrada quando completava 27 ou 28 anos de idade. Estou com 26 anos. Tenho mais alguns anos pela frente”, afirma, animada, a sergipana.