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Capixaba, professor de engenharia morre ao cair durante rapel

O escalador e professor de Engenharia Inácio Bianchi, que tinha 56 anos e era capixaba, morreu após cair durante um procedimento de rapel. O acidente ...

Inácio Bianchi na preparação de uma rota

Última atualização

Inácio Bianchi (Foto: Reprodução / Facebook)

O escalador e professor de Engenharia Inácio Bianchi, que tinha 56 anos e era capixaba, morreu após cair durante um procedimento de rapel. O acidente aconteceu na quinta-feira (29), no município de Cruzeiro, em São Paulo.

Inácio Bianchi nasceu na cidade de Rio Bananal e morou muitos anos em Linhares, no Norte do Estado, assim como em Vitória, onde cursou Engenharia Elétrica na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Ele fez mestrado em Engenharia de Materiais pela Escola de Engenharia de Lorena (EEL/USP) e doutorado em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI/USP).

De acordo com o “Blog da Escalada”, Inácio realizava a limpeza de uma via de escalada em um novo local na cidade de Cruzeiro, chamado de Pereque, quando caiu de uma altura aproximada de 10 metros.

Testemunhas afirmaram que o escalador armou o rapel, mas teria se equivocado quanto ao tamanho da corda necessária. A falésia onde ele fazia o rapel era de baixa altura e Inácio Bianchi não teria realizado os nós nas pontas da corda. Ele chegou a ser resgatado, mas não resistiu e morreu a caminho do hospital.

Inácio Bianchi era um dos desenvolvedores da Falésia Paraíso, em Pindamonhangaba, São Paulo, que se tornou o ponto mais popular para escalada esportiva do estado. Ele era um dos incentivadores na criação de um guia de escaladas da região.

Ainda de acordo com o “Blog de Escalada”, “praticamente todo o Vale do Paraíba tem locais bastante populares desenvolvidos por Inácio Bianchi, que também desenvolvia as próprias proteções fixas (grampos ‘P’) para as conquistas nos locais de escalada que desenvolvia”.

Ele também foi destaque no filme “Paraíso”, que foi exibido em diversos cinemas de São Paulo. Atualmente, morava em Guaratinguetá (São Paulo), onde lecionava do Departamento de Energia Elétrica da Faculdade de Engenharia da cidade.

Homenagens

Inácio Bianchi na preparação de uma rota (Foto: Reprodução / Youtube)

A faculdade publicou uma nota de pesar nas redes sociais e destacou que o professor entrou na instituição de ensino em 1993. “O professor Inácio era um praticante entusiasta de montanhismo e imaginamos que é assim que gostaria de ser lembrado”.

https://www.facebook.com/unespfeg/posts/314884430285906

A irmã do professor, Iliane Bianchi, escreveu na postagem da faculdade que o irmão “amava o que fazia e fazia o que amava, as montanhas e o laboratório (da faculdade) eram sua segunda casa”.

Várias mensagens de amigos e colegas de trabalho também lamentaram a partida do professor. “Que tristeza perder o Inácio assim, tão brusca. Ele vai fazer muita falta. Que Deus possa confortar o coração de todos mas principalmente dos seus familiares”, declarou uma amiga.

Uma outra declarou: “Muito triste!!! Inácio será sempre lembrado pelo seu carisma, sua dedicação, simplicidade… Que Deus conforte o coração de todos os familiares! Descanse em paz!”.

O prefeito de Linhares, Guerino Zanon, também enviou mensagem de pesar. “Triste notícia. Inácio foi meu aluno, aqui em Linhares, quando fez preparatório para vestibular. Garoto sempre sereno e brincalhão. Descanse ao lado de Deus, Pai Todo Poderoso. Sentimentos para todos familiares, amigos e colegas de faculdade”, disse o prefeito na postagem da faculdade.

O jornalista Joel Soprani, editor executivo de A Tribuna, era amigo de Inácio e lamentou a morte do professor. Ele relembrou a “inteligência aguda, o humor refinado, a humildade e a solidariedade” como algumas das marcas do amigo. “Morreu fazendo o que amava, escalar”, contou.

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