
“Ouvi ela gritar por socorro. Foram dois pedidos. No segundo a gente ouviu o estampido e o silêncio. Ele acabou com a vida da mulher e também da própria filha”, relatou.
De acordo com o idoso, “ele (marido) falou assim: pede socorro agora, quero ver você pedir agora. Desafiando ela. O grito de socorro ficou mais alto”.
Ele relatou ainda que ouviu os gritos da criança, que correu pelo prédio com o celular na mão.

“A gente ouvia alguma discussão, mas eles pareciam uma família tranquila. Já houve um momento grave, há uns oito anos, em que ele chegou a responder por agressões. Mais tarde ficamos sabendo que ela retirou as queixas”, disse o vizinho.
O idoso destacou a sensação de impotência diante da situação. “A gente vê a pessoa gritando socorro e se sente impotente. Para nós é um peso muito grande, foi até difícil de dormir. Aquele momento de pedido de socorro e silêncio foi uma coisa horrível. Você fica com aquilo na cabeça”, completou.
Entenda o caso
A professora foi morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento em que vivia com a família, por volta de 19h10 de domingo. De acordo com o boletim, a filha do casal teria presenciado o crime e descido as escadas em busca de ajuda.
Os vizinhos ouviram os gritos da criança e chamaram a polícia e o Samu, que constatou a morte da mulher.
O marido foi detido. Por meio de nota, a Polícia Civil informou que “o militar foi conduzido ao Plantão Especializado da Mulher (PEM) e autuado em flagrante por homicídio qualificado por motivo fútil, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e em razão de ser praticado contra mulher em contexto de violência doméstica e familiar, majorado por ter sido praticado na presença da filha da vítima. Ele ficará preso no presídio da PM, em Maruípe”.