
A vítima foi surpreendida enquanto estava sentada no sofá de casa. Os criminosos entraram pela porta, que costumava ficar aberta, e deram as facadas por todo o pescoço do idoso. A família acredita que eles tenham levado pouco mais de R$ 200. Depois, saíram pela rua e deixaram cair os documentos de Manoel.
Um morador do bairro viu os documentos pela rua e avisou para uma parente do aposentado. “Ela veio até a casa, olhou pela janela e foi me avisar. Cheguei aqui correndo e já vi a tragédia. Arrebentei o cadeado mas ele já estava morto”, lembrou o pedreiro Alzerino Roela de Oliveira, de 63 anos, filho da vítima.
O idoso estava sentado no sofá, com parte do corpo caída. “A gente ficou sem chão. Eu não tive condições nem de dirigir. Fiquei tão chocado que minha filha foi quem teve que ir reconhecer o corpo. Fiquei muito mal”, desabafou o pedreiro.
Inquilino de Manoel, o cozinheiro Walteir José Bruner, de 62 anos, mora no mesmo terreno onde o crime aconteceu, mas não ouviu nenhum grito. “Foi uma covardia, uma pessoa daquela idade sofrer desse jeito. Só fiquei sabendo quando começou a juntar gente aqui na frente. Agora, o quintal vai ficar muito ruim e triste sem ele.”
A família não sabe quem pode ter cometido tamanha atrocidade, e espera por justiça. “Meu pai era simpático, gente boa, todo mundo gostava dele. Não conseguimos entender o porquê isso aconteceu”, lamentou Alzerino.
Manoel já tinha vencido a luta contra a Covid-19 há dois meses. Ele chegou a ficar internado por oito dias, mas se recuperou e voltou para casa. Ele deixou nove filhos.
