A família real britânica disse por meio de um comunicado, nesta terça-feira (9), que as acusações de racismo feitas pelo príncipe Harry e sua esposa Meghan Markle são preocupantes e serão levadas “muito a sério”.
O pronunciamento real veio após a entrevista do casal à apresentadora Oprah Winfrey. Ao longo do especial de duas horas, o casal fez uma denúncia de racismo: um dos membros da família real, que não foi identificado, teria perguntado a Harry qual seria o tom da pele de seu filho com Meghan.
Eles não afirmaram qual membro da família real – que não foi a rainha Elizabeth nem seu marido Philip – havia demonstrado “preocupação” com a cor da pele do filho.
“As questões levantadas, particularmente aquelas relacionadas à raça, são preocupantes”, disse a realeza. “Embora algumas memórias possam variar, elas são levadas muito a sério e serão tratadas pela família em particular.”
O texto indica ainda que a rainha Elizabeth II “está entristecida” pelas dificuldades dos dois e expressou seu amor por eles.
“A família inteira ficou triste ao saber como os últimos anos foram difíceis para Harry e Meghan”, declarou o Palácio, enfatizando que o casal e seu filho, Archie, “sempre serão membros muito queridos da família”.
A ex-atriz americana e seu marido, o sexto na linha de sucessão ao trono britânico, mudaram-se para a Califórnia em março de 2020, após terem deixado suas funções na monarquia.
Na entrevista que foi ao ar no último domingo, o casal também reclamou da pressão dos tabloides britânicos e da falta de compreensão da família real sobre sua situação.
Meghan disse que estava tão isolada e solitária quando trabalhava como realeza que pensou em suicídio, dizendo à Winfrey que “simplesmente não queria mais estar viva”.
Harry admitiu que seus relacionamentos com o seu pai e herdeiro do trono, o príncipe Charles, e com seu irmão, o príncipe William, sofreram forte tensão nos últimos anos.
