
De acordo com a secretária de Assistência Social do município, Adenir Ferreira da Silva Bom Jesus, a criança segue internada no hospital e com auxílio de equipamentos de suporte a vida.
“Nesta terça-feira será realizado um segundo exame e, se comprovada a morte cerebral, os aparelhos serão desligados”, comentou a secretária.
Ainda segundo ela, o pai biológico da menina já decidiu que os órgãos serão doados após a realização dos tramites legais.
“A cidade ficou abalada com um crime tão cruel como esse. Estamos acompanhando todo o caso e dando todo o suporte à família neste momento”, completou.
Entenda o caso
A menina de 6 anos deu entrada em um hospital de Barra de São Francisco na madrugada de sexta-feira (14). Ao perceber a gravidade dos ferimentos e descobrir que a criança havia sido abusada sexualmente em uma outra data, a equipe do hospital acionou a Polícia Militar.
No local, os militares descobriram que a criança havia sido transferida de um hospital de Ecoporanga e que era o atual município de residência da família.
Ao entrar em contato com o hospital de Ecoporanga, os policiais foram informados que o próprio padrasto havia levado a menina e sua mãe até o local e que teria dito para os médicos que a vítima teria caído de sua bicicleta. Em seguida, ele fugiu.
A Polícia Civil foi acionada e iniciou uma investigação. Após as primeiras apurações, foi solicitado como medida cautelar, para o bom andamento das investigações, a prisão temporária da mãe e do padrasto da criança, ambos de 43 anos.
O padrasto foi preso na manhã deste domingo (16), em Barra de São Francisco. A mãe foi detida assim que o pedido foi deferido pelo Judiciário, ainda, no hospital.
Em depoimento, a mãe da criança disse que as agressões contra a vítima ocorreram na quinta-feira (13), versão que coincide com os hematomas e lesões relatados pela equipe médica. Segundo o delegado que está à frente das investigações, a mãe também confessou, não precisando dia, que a criança teria aparecido com a roupa cheia de sangue, mas não denunciou o estupro à polícia.