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Polícia

Acusados da morte da médica Milena Gottardi serão julgados no dia 23 de agosto

A Justiça marcou para o dia 23 de agosto o início do júri popular dos seis réus acusados de envolvimento no assassinato da médica Milena Gottardi. A ...

Médica assassinada

Última atualização

Médica assassinada (Foto: Reprodução/Facebook)

A Justiça marcou para o dia 23 de agosto o início do júri popular dos seis réus acusados de envolvimento no assassinato da médica Milena Gottardi. A decisão é do juiz Marcos Pereira Sanchez, da 1ª Vara Criminal de Vitória, e foi publicada na última segunda-feira (17). 

Inicialmente, o julgamento estava marcado para o dia 8 de março deste ano. Entretanto, a defesa do ex-marido de Milena e ex-policial civil, Hilário Frasson, entrou com pedido de desaforamento. Esse pedido consiste em mudar o local do júri, tirando de um município e levando para outro. 

Na solicitação, a defesa do ex-marido da vítima, que é acusado de ser o mandante do crime, alegou que o julgamento não pode ocorrer em Vitória porque a repercussão midiática do caso teria, supostamente, ferido a parcialidade do corpo de jurados convocados para a composição do Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal.

A Justiça concedeu liminar aos réus para suspender o início do julgamento até que o pedido de mudança de local fosse analisado. No entanto, os desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) negaram o pedido e mantiveram o júri na cidade de Vitória, local onde o crime ocorreu. 

O advogado Renan Salles, que representa a família de Milena, disse que foi recebida com alegria a decisão do juízo da 1ª Vara Criminal de Vitória.

“A realização do julgamento, o quanto antes, é medida que se impõe. Feliz e certeiro o juízo quando pontuou que a demora no agendamento em apreço se dá, exclusivamente, em razão da quantidade de recursos deflagrados pelos réus. Lamentável. A família espera ansiosamente pelo julgamento, acreditando, por certo, na condenação de todos. Por fim, mas não menos importante, diante a gravidade concreta do crime e da periculosidade de todos que participaram do covarde feminicidio, relevante a manutenção das prisões cautelares decretadas”, disse ele.

Relembre

O crime aconteceu no dia 14 de setembro de 2017, Milena foi baleada com um tiro na cabeça, no estacionamento do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam), em Vitória, onde trabalhava. Ela estava acompanhada de uma amiga quando foi surpreendida por um homem que simulou um assalto.

A médica chegou a ser levada para o hospital, mas a morte foi declarada no dia seguinte. Após investigações, a polícia descobriu que o crime havia sido simulado para parecer um assalto, mas que teria ocorrido a mando de Hilário, de quem Milena estava em processo de separação.

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