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Rafael Coimbra: “Rola uma mente muito inquieta”

Aos 27 anos, o carioca Rafael Coimbra tem disposição de sobra. Bem, pelo menos quando o assunto é arte. A vontade de criar é tanta que até o próprio ...

Rafael: “Procuro esvaziar a cabeça com algum exercício físico. A endorfina é mágica”

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Rafael: “Procuro esvaziar a cabeça com algum exercício físico. A endorfina é mágica” (Foto: Divulgação/Léo Ornelas)
Aos 27 anos, o carioca Rafael Coimbra tem disposição de sobra. Bem, pelo menos quando o assunto é arte. A vontade de criar é tanta que até o próprio ator, roteirista e escritor reconhece seu lado travesso.

“Rola uma mente muito inquieta, o que me gera uma certa ansiedade, algumas vezes! Procuro, sempre que me sinto assim, esvaziar a cabeça com algum exercício físico. A endorfina é mágica”, garante, revelando sua rota de escape em um bate-papo com o AT2.

Hoje, Rafael já sai para gravar novela, mas ele aproveitou a quarentena para ler, colocar as séries e filmes em dia, como aconteceu com muitos. Não é que o menino foi além! Escreveu sua própria série e já está em negociação com as plataformas de streaming. Como surgiu essa ideia?

“Veio de um ‘brainstorming’ entre mim e uma amiga, a Flávia Valentina, que hoje é minha sócia no projeto. Eu sou assim, tenho umas ideias e já sento para botar no papel. Ela contribuiu bastante, e vimos que tinha potencial. Então, enviamos para dois amigos roteiristas, que adoraram. Assim, conseguimos escrever todos os episódios e o nosso material apresentação”, explica Rafael, que também atuou em “Rockstory” (2016) e “Malhação pro Dia Nascer Feliz” (2017).


Rafael Coimbra – ator e roteirista
“Me encanta poder transportar a pessoa”


AT2: A quantas anda a negociação da série escrita na pandemia com as plataformas de streaming?
Rafael Coimbra: Foi na coragem. Mandamos e-mail para algumas produtoras de audiovisual e streaming do Brasil. E, para minha felicidade, assinamos com uma grande produtora, que admiro bastante. Agora o projeto segue em sigilo, mas, em breve, vocês saberão mais detalhes!

Quais têm sido suas companhias em tempo de isolamento social?
Confesso que, com os trabalhos, não tenho tido muito tempo livre, mas, quando arrumo uma brecha, dedico às boas séries. Tenho gostado de assistir a produções brasileiras. E ando escrevendo bastante e movimentando mais minhas redes sociais.

Durante a quarentena, também rolou leitura de textos pelo Instagram, não foi?
Foi uma realização pessoal. Sou um cara do teatro, e estou afastado dos palcos há muito tempo por conta da pandemia. Aí me veio a ideia de criar uma turma e trazer o teatro para o digital, passar meus conhecimentos para a galera que queria conhecer, sem experiência, e os atores que estavam parados. O projeto se chama “Oficina de Leitura Dramatizada”.

Seu novo desafio na TV é encarar um malandro ganancioso. Daria um voto de confiança para ele?
Eu acredito que o ser humano é complexo, ninguém é só uma coisa. Assim eu vejo o Tito, de “Gênesis”: um menino jovem que nasceu em uma cidade tomada de pessoas malandras, gananciosas. Ele é fruto do meio, mas vejo uma ingenuidade nele. Penso que essa postura é mais para ser aceito. Não o que ele realmente é. Agora, já confiar nele… Não sei… Confio em tão pouca gente.

O teatro foi sua escola na atuação. Conta em que momento teve certeza de que queria ser ator? Rolaram alguns conflitos, dúvidas?
A partir do momento que conheci o teatro, não tive mais nenhuma dúvida de que era aquilo que eu queria fazer para o resto da minha vida.
Lembro da cara do meu pai, de orgulho, na minha primeira peça no curso. Isso aconteceu quando eu tinha 19 anos.

Você atuou na série “Impuros”. Um trabalho que foi destaque no Emmy 2019. Quais lições tirou dessa oportunidade?
“Impuros” foi um presente que o diretor René Sampaio e a produtora de elenco Marcela Altberg me deram. Eu estava na última fase de testes para um filme com os dois, “Eduardo e Mônica”. Passamos muito tempo juntos nessa preparação e acabei não fazendo. Foi aí que rolou a ideia de me colocar direto na série que já estava sendo filmada pelos dois. Foi uma surpresa! Para mim, foi um grande presente.

Ouço sempre as pessoas comentando. E atuar ao lado do Raphael Logam, protagonista da série, me deixou muito feliz, pois somos amigos pessoais.

O que mais te encanta na arte de atuar? A possibilidade de ser muitos?
Me encanta poder transportar a pessoa que está me assistindo para um outro mundo, tirá-la dos problemas da vida real por algum instantes e fazer com que ela se afete por um mundo de fantasia.

Esse menino do Rio curte estar próximo da natureza. Praia ou cachoeira?
Praia sempre foi uma paixão, nem me fala disso que eu estou com uma saudade tão grande! (Risos)

Você é muito confundido com o capixaba Chay Suede, não é?
Uma vez, minha mãe me ligou indignada porque tinha me visto em uma novela e eu não tinha avisado para ela que tinha feito. Mas era o Chay! (Risos)

Quais os planos para 2021?
Graças a Deus, muitas novidades para este ano. Estou gravando uma série para o streaming, que, por contrato, ainda não posso revelar. O que adianto é: sempre foi meu sonho trabalhar num projeto tão grande e bacana.

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