
O acidente de João Paulo Sampaio dos Reis, 47 anos, aconteceu na tarde de sábado (1º). Ele estava acompanhado da filha, 14, e de uma amiga dela, 14.
Após a Polícia Civil afirmar que a cena do acidente teria sido modificada, a empresa divulgou uma nota na manhã desta segunda-feira (3) explicando que “em nenhum momento houve alteração da cena da ocorrência, mas sim foram feitos os procedimentos protocolares visando resgatar e preservar os sinais vitais até a chegada do socorro acionado”.
A empresa destacou ainda que “em momento nenhum foi negada a entrega do material que compõe o equipamento de descida da tirolesa, que envolve todo equipamento de proteção individual, pois a todo o momento a preocupação sempre foi com o resgate e preservação dos sinais vitais do Sr. João Paulo, até a chegada do socorro acionado”.
Bombeiro investigado
Segundo o registro policial, o militar, que é sócio da atração, é suspeito de ter modificado a cena do acidente.
Militares da Força Tática foram acionados pelo Ciodes para irem ao loal na localidade onde o acidente havia acontecido. Um dos proprietários, que se apresentou como cabo do Corpo de Bombeiros, teria dito que colocou o engenheiro na plataforma e que ainda no local do acidente, ele havia removido o material esportivo do corpo do engenheiro.
Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que a investigação é feita pela Polícia Civil e disse que, caso a apuração indique que o militar descumpriu normas de conduta dos Bombeiros Militares, serão adotadas providências cabíveis.
“O Corpo de Bombeiros Militar esclarece que a investigação sobre o incidente é de responsabilidade da Polícia Civil, que vai apurar as circunstâncias e a dinâmica dos fatos.
A missão do Corpo de Bombeiros Militar foi cumprida no momento que a equipe foi rapidamente ao local prestar o serviço de salvamento e resgate da vítima que, infelizmente, já estava sem sinais vitais.
O CBMES esclarece que o militar sócio do empreendimento não estava a serviço da CBMES no momento dos fatos, e sua conduta será apurada no Inquérito Policial a ser instaurado pela Polícia Civil. Caso a apuração dos fatos venha a indicar descumprimento das normas de conduta dos Bombeiros Militares, as providências cabíveis serão adotadas”, diz o texto enviado pela assessoria.
Veja a nota da empresa na íntegra:
“Prestamos total solidariedade à família, estamos todos de luto.
Estamos aguardando o resultado da pericia para sabermos tecnicamente o que de fato aconteceu, pois todos os procedimentos de prevenção são tomados durante a operação de ancoragem e descida até o destino final com segurança, tanto que em quase 2 anos nenhum incidente aconteceu. Todos os equipamentos de proteção individual para atividade são regulamentados por normas internacionais, devidamente certificados com CE – Certificação Europeia, e UIAA, que é uma certificação que outorga ao equipamento de montanhismo, escalada, alpinismo, rapel, e tirolesa, o cumprimento de normas de segurança internacional,
Nossos instrutores passam por um treinamento de operação dado pelo engenheiro responsável pela implantação da tirolesa, conhecedor das normas da ABNT, e a tirolesa nos dias de funcionamento é avaliada por um grupo de gestão em segurança com vídeo dos conectores, lacres, que conectam no tracionamento de sustentação e ancoragem ao sistema da tirolesa, desde o backup da ancoragem de engate, até o sistema de acionamento de freios.
O senhor João Paulo foi até a tirolesa com uma filha e uma amiga da filha, de forma que a filha de aproximadamente 14 anos desceu primeiro, participando da atividade com total segurança e tranquilidade, demonstrando o bom funcionamento da tirolesa, logo em seguida desceu a amiga, também de aproximadamente 14 anos, que também atestou a segurança e tranquilidade da atividade e do sistema, mas fatalmente ocorreu o infortúnio com o Senhor João Paulo, e muito embora as menores atestaram a segurança do sistema, pois desceram logo antes do Sr. João Paulo com segurança e tranquilidade, infelizmente algum fortuito ocorreu durante a descida do Senhor João Paulo.
Os sócios e organizadores da tirolesa estão muito abalados, sofrendo muito com o ocorrido, e prestam os presentes esclarecimentos, inclusive já estão sendo realizados todos os procedimentos para o contato com a família do Senhor João Paulo, prestando as condolências, bem como apresentando a apólice de seguro que cobre acidentes pessoais e óbitos, seguro este obrigatório como condicionante para o funcionamento da atividade esportiva.
Foi realizado todo o procedimento de RCP – massagem torácica cárdio respiratória, e APH – Atendimento Pré Hospitalar, uma vez que nossos instrutores são treinados para tais procedimentos, eis que foi retirado o equipamento da tirolesa, cadeirinha de descida e equipamento de EPI do Sr. João Paulo, para facilitar o procedimento pré-hospitalar RCP, APH e outros procedimentos técnicos visando desobstruir as vias respiratórias.
Em nenhum momento houve alteração da cena da ocorrência, mas sim, foram feitos os procedimentos protocolares visando resgatar e preservar os sinais vitais até a chegada do socorro acionado.
Em momento nenhum foi negado a entrega do material que compõe o equipamento de descida da tirolesa, que envolve todo equipamento de proteção individual, pois a todo o momento a preocupação sempre foi com o resgate e preservação dos sinais vitais do Sr. João Paulo, até a chegada do socorro acionado. Foi acionado o grupamento aéreo, o SAMU, Bombeiros, para o resgate. Todas as condolências são prestadas à família do Sr. João Paulo.”
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