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Câmara de Vitória vai ouvir professor que amarrou aluno em cadeira

Em uma votação que dividiu os vereadores, a Câmara de Vitória aprovou a convocação do professor que amarrou um aluno na cadeira, na sala de aula de ...

Última atualização

Em uma votação que dividiu os vereadores, a Câmara de Vitória aprovou a convocação do professor que amarrou um aluno na cadeira, na sala de aula de uma escola municipal.

O caso foi denunciado na semana passada pelo vereador Anderson Goggi, que recebeu o relato da mãe da criança. O professor foi afastado da sala de aula pela Secretaria de Educação. O advogado dele afirma que ele sofre de depressão.

Na terça-feira (22), o presidente da Casa, Davi Esmael, levou requerimento para convocar o professor. A votação empatou (5 a 5) e Davi deu o voto de minerva.

Defesa de professor alega depressão

Na manhã desta quarta (23), o advogado do professor, Ugo Fleming, explicou que “conforme já informei, inclusive em conversa ontem com o Vereador Anderson, o meu cliente não está emocionalmente bem, dificilmente irá conseguir passar por uma sabatina. Estou tentando dialogar com os Vereadores, pois meu cliente já responde aos órgãos competentes. Realmente seu estado de saúde emocional é bastante delicado. Aguardamos o parecer da Procuradoria Geral da Câmara, assim que tivermos a resposta da Procuradoria nos posicionaremos. O diálogo sempre é a melhor solução”.

 (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O professor que foi afastado após ser acusado de amarrar o tornozelo de uma criança na cadeira alega que está em depressão. O advogado comentou, na semana passada, que ele atua em sala de aula há 25 anos e que nunca havia tido outras ocorrências parecidas.

“Ele é um professor acolhedor, sempre está disposto a escutar a necessidade dos alunos. Neste período, ele nunca apresentou nenhum relato parecido. Ao longo dos últimos anos, ele perdeu 3 irmãos e atualmente dedica atenção a outro irmão que tem Síndrome de Down e está em tratamento domiciliar de uma pneumonia aguda. Isso trouxe à tona um quadro de depressão, semelhante ao que ele já havia passado em 2010”, ressaltou Ugo.

Apesar de confirmar que o cliente amarrou o menino, o advogado comentou que o professor não agiu de forma violenta ou com agressão verbal.

O advogado disse ainda que, por conta dessa depressão, o professor entrou com um pedido de afastamento para tratar da saúde mental no início do ano, mas o pedido foi negado.
 

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