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Manicures contra-atacam robôs que fazem unhas

Para quem prioriza a rapidez e a praticidade ao fazer as unhas, uma novidade promete ser a solução: os robôs-manicure, programados para pintar as ...

Gleice e Keyla disseram que o acabamento faz a diferença: “Demora até 1h30 para fazer pé e mão”, diz Gleice.

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Gleice e Keyla disseram que o acabamento faz a diferença: “Demora até 1h30 para fazer pé e mão”, diz Gleice. (Foto: Leone Iglesias/AT)

Para quem prioriza a rapidez e a praticidade ao fazer as unhas, uma novidade promete ser a solução: os robôs-manicure, programados para pintar as unhas sem falhas.

Três startups norte-americanas estão desenvolvendo protótipos. Mas será que essa tecnologia pode tirar o espaço das manicures no mercado? Pensando nisso, as profissionais se preparam e investem cada vez mais no atendimento e na qualidade do serviço.

“A nossa ideia é priorizar a qualidade, e a gente sabe que uma unha bem-feita não é algo rápido. Não é só empurrar a cutícula e aplicar o esmalte: é retirar a cutícula e ter todo um cuidado com o acabamento. Por isso, demora até 1h30 para fazer pé e mão”, explicou Gleice Campos, dona do salão de beleza Studio G, em Vila Velha.

Segundo ela, as clientes, especialmente as mais velhas, são bem exigentes.

“Nosso público está acostumado a fazer as unhas como eram feitas antigamente, um processo muito mais bem-feito. Há alguns anos, quando surgiu o mercado das ‘esmalterias’, acreditamos que pudéssemos ser prejudicadas. Mas é um serviço bem diferente, que prioriza a rapidez”, comentou Gleice durante atendimento a Keyla França.

A empresária afirma que quem já estava acostumada com os resultados da manicure não se adaptou às esmalterias, e acredita que o mesmo deve acontecer com os robôs.

As empresas Clockwork, Coral e Nimble estão desenvolvendo diferentes modelos de negócios, mas a tecnologia é semelhante: as máquinas têm uma espécie de braço robótico para pintar as unhas. Os robôs serão programados para distinguir a unha da pele ao seu redor.

Nenhuma das empresas promete uma manicure completa de salão, com modelagem e polimento. Ou seja, apesar de competir com as manicures, as máquinas não são capazes de realizar o serviço da mesma forma.

Tudo vai depender do gosto da cliente. E mesmo que o dia a dia demande serviços cada vez mais acelerados, o jeito brasileiro de fazer as unhas se destaca no exterior como artigo de luxo.

Uma pesquisa do jornal New York Times em 105 salões de beleza apontou uma média de preço de US$ 10,50 para fazer as unhas das mãos em 2015. Nos salões brasileiros com sede em Nova Iorque, o custo médio era de US$ 45.

 

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